Mês: dezembro 2016

AOS DIAS DE 2017…

Eu desejo que o ano de 2017 traga após o réveillon…

MORTE, PESTE e GUERRA.

 => MORTE à ausência cultural…

=> PESTE à corrupção política,

A mídia divulga,

Mas nada é realmente feito,

94% dos corruptos estarão em suas casas festejando; 

=> GUERRA às doenças

Que destroem nosso povo,

Povo em crise econômica

E sem medicina pública.

Se nos trouxer tudo isto

Colocará nos nossos braços

A VIDA,

A ENERGIA e

A PAZ

De VIVERMOS…

IGOR HUNSAKER.

ATENÇÃO SANTAS, NÃO SÓ NO CORPINHO…

RIO DE JANEIRO 

 Entre o calçadão e o mar, a beleza das praias pode esconder perigos invisíveis à saúde. No chuveirinho para se refrescar em pleno calor de 40ºC ou aproveitando o tradicional mate gelado de galão, o banhista pode estar exposto às mais variadas doenças sem que desconfie.


O primeiro inimigo está logo na pisada inicial na praia: a areia.

A contaminação, aí, pode ocorrer de diferentes formas. Na parte seca, o contágio pode se dar por meio de parasitas e larvas oriundos de fezes de animais que frequentam o local.
— Atualmente, é proibido levar animais para a praia, mas isso não impede que os abandonados a frequentem e acabem infectando a areia. E ainda vemos alguns domesticados, levados por seus donos, transitando por lá.


Esgoto mal tratado traz bactérias

Porém, é em outra parte da areia que se encontram os maiores problemas.
— Na areia molhada, existem regiões na praia em que há esgoto mal tratado que desemboca no mar, e o contato humano com as bactérias presentes pode causar náuseas e diarreia.
A indicação é consultar as pesquisas que mostram os níveis de contaminação das areias das praias. Porém, esses relatórios não são divulgados com a mesma periodicidade do que as notificações sobre o nível de impureza no mar. Por isso, os banhistas devem se precaver e evitar a todo custo as regiões onde há escoamento de esgoto na praia.

Chuveiro pode ser ‘banho de urina’

Outra ameaça pouco divulgada são os chuveirinhos. Eles geralmente são vinculados às barraquinhas e quiosques, e o que deveria ser uma refrescante ducha pode se tornar um banho de urina.
Foi feito um levantamento em fevereiro de 2016  em mais de vinte chuveirinhos no Rio e vimos um nível muito grande de fosfato, que é um elemento da urina. O que acontece é que as pessoas urinam ao se banharem no chuveiro, e a urina desce pela areia até chegar à bomba que leva aquela água contaminada para ser reutilizada na ducha .
O problema da contaminação não está no contato com a pele. Segundo o químico, a ingestão da água do banho é que pode causar doenças de todo tipo.
 Não existe risco para a pele, o problema é no caso de ingestão. Sem querer, o banhista pode engolir água enquanto usa o chuveirinho.
A melhor alternativa é tomar banho em um dos postos do Corpo de Bombeiros, onde a água é, geralmente, da companhia de abastecimento local. Caso não haja um posto como este, a indicação é ir a um chuveirinho cuja bomba esteja distante do local de banho.
 Quanto mais longe ficar a bomba, menos chance há de a urina ser canalizada para lá. Não dá para calcular os riscos, porque qualquer doença transmissível pode ser passada através da urina para a água utilizada pelo banhista .

Atenção aos comes e bebes

As ameaças também aparecem nas comidas e bebidas vendidas na praia. O mate vendido em galão é uma das principais atrações do verão, mas esconde vários riscos.
A grande questão é como ele está conservado. Por ser comercializado informalmente, não há controle. Não sabemos como o galão é limpo, qual a composição da bebida e que tipo de água é usada.

Já houve registro em reportagens de vendedor utilizando água da bica, não tratada, para fazer o mate. Esta água não serve para o consumo e pode causar diferentes tipos de doenças, conforme as bactérias que estiverem presentes na bebida.
O sanduíche natural, o queijo coalho e outros alimentos também merecem cuidados aos serem consumidos pelos frequentadores.
É a mesma lógica: não sabemos como foi feita a maionese, como foi conservado o queijo coalho ou a procedência do camarão. Desta maneira, todo cuidado é imprescindível, pois diversas doenças podem ser desenvolvidas a partir da ingestão destes alimentos.
Como alternativa, a melhor opção é levar os alimentos feitos de casa, preparados de forma correta e armazenados de maneira que não estraguem. Mas mesmo o consumo destes não pode ser feito em data diferente daquela em que foram produzidos, para evitar a proliferação de fungos e outras mazelas.

IGOR HUNSAKER .

A SANTA DESCOBRINDO O CALOR DO VERÃO… (Paciente 11423)

Certo dia, eu e meu marido fomos passear na praia, e sempre que passeamos pela praia eu coloco um biquini por baixo, porque se achar-mos um lugar mais reservado para ficar, paramos e ficamos por lá mesmo. Era um domingo de sol, quando achamos um lugarzinho mais calmo na praia, já que meu biquini era tão pequeno, eu ficava meio tímida para me expôr diante de muita gente. Paulo adora me ver de biquini e passa bronzeador por todo o meu corpo sempre de pau duro. Passado alguns minutos, um casal sentou-se ao nosso lado e deitaram para pegar sol também. depois de um tempo no sol, Paulo, que costuma sempre trazer cervejas na caixa térmica, disse para o rapaz do lado que o sol estava uma maravilha e o rapaz respondeu que estava adorando o tempo.

Conversa vai conversa vem, depois de algumas cervejinhas, eu e marcela (esposa de jonas, como se chamavam), fomos tomar banho no mar, e lá Marcela disse que adorou o meu biquini, procurou um do mesmo estilo, mas não encontrara em canto nenhum, era um biquini bem ousado, pois a parte de tráz era bem pequena e a parte da frente era tão pequena que deixava minha buceta um pouco a mostra. conversamos sobre fantasias, e marcela disse que adora fazer sexo e ter alguem por perto olhando e que um dia queria saber como era ter uma relação com outra mulher, e aquilo me deixou loca, a partir daí sugeri que trocásse-mos de biquini para deixar os maridão doido de tesão. Ao sair-mos do mar percebi que o meu biquini na marcela ficou tão bom quanto em mim, percebi também que os dois não tiravam o olho de nossas bucetas. como havíamos combinado, deitamos de frente para eles para deixá-los doidos de tesão, então, com a cabeça apontada para o mar e as pernas para eles, deixamos nossas pernas um pouco aberta para bronzear a virilha e deixá-los ainda mais loucos. Paulo e Jonas quase nem piscavam os olhos, foi então que jonas levantou-se e chamou Marcela para ir até o carro com ela sussurando em seu ouvido que não aguentava mais todo aquele exibicionismo, pois ia atacá-la ali mesmo.

Marcela disse para seu marido que não tinha problema já que a praia não tinha mas ninguém alí por perto e já tinha me falado de suas fantasias. então Jonas sento-se na areia e Marcela desceu a parte da frente da tanga de seu marido e começou a chupar, olhei para Paulo e ele parecia querer muito participar daquela situação, então aproveitei e fiz o mesmo, após alguns minutos de chupadas, sugeri que fosse-mos a uma praia mais deserta, pois, alí não era um lugar muito adequado. Pegamos o carro e fomos a uma outra praia bem deserta, parando lá, jonas tirou sua tanga deixando seu pau de fora e pediu para marcela continuar, Paulo me agarrou me deu um beijo e tirou meu sutiã de praia, transamos todos um do lado do outro, quando de repente senti uma outra mão passar em minha xoxotinhaolhei para o lado e marcela falou que queria sentir eu gozar em sua boca, fiquei sem ação e ela passava sua lingua pelo meu corpo até chegar em minha buceta, aquilo foi a coisa mas ecitante de todo aquele momento, jonas perguntou a Paulo se queria provar um pouco da bucetinha de sua esposa, então paulo olhou e ficou meio preocupado, pois não queria que eu transasse com Jonas, mas mesmo assim aproveitou que marcela estava de quatro chupando minha buceta e colocou seu pau dentro da buceta de Marcela que dizia que queria senti-lo em seu cuzinho, ele já com o tesão subindo pela cabeça, colocou no cuzinho de marcela sem dó, com tudo isso eu já tava quase gozando.

Percebi que Jonas não tirava os olhos de mim, mas pelo olhar de Paulo, não deixei que me penetrasse, apenas me tocasse, foi então que jonas passava sua mão por todo o meu corpo, principalmente na minha buceta que além de raspadinha estava toda molhada, e para alegria de Jonas, enquanto Paulo comia minha nova amiguinha, segurei seu pau e bati uma punhetinha olhando em seus olhos que pareciam me devorar fazendo com que ele gozasse até esfaziar o seu saco, foi daí que escutei o gemido de Paulo e marcela gozando, e parei para que Marcela gozasse em minha boca, aquilo me fez gozar também porque nunca tinha chupado uma mulher antes, e se eu soubesse que era tão bom procuraria uma bem antes.

Depois de gozar-mos todos juntos, saímos e fomos a um barzinho tomar umas cervejinhas e conversar sobre o dia mais qune-te do verão do Rio de Janeiro.

HUNSAKER.

 

A SANTA NO VERÃO … (Paciente 88967)

Vou-lhe contar a minha maior aventura sexual que eu já tive!

Com toda certeza o que aconteceu eu jamais irei esquecer!

Atualmente estou com 29 anos e namoro com Fábio de 32 anos.

Já namoramos a 8 meses e confesso a vocês que já realizamos várias loucuras sexuais!

Em Janeiro de 2016 resolvemos ir pra paria juntos, e realizar assim nossa primeira viagem a sós. Fomos para Caiobá no litoral paranaense. Tudo estava muito bom, nós dois dormindo juntinhos, sol, calor, areia, mar e claro um monte de gatinhos com cada sunguinha hauhauhauha! Mas eu era previlegiada, ao lado da nossa casa, tinha uma casa que deveria ter uns 10 rapazes! Olha cada um mais lindinho que o outro! Como estávamos sozinhos meu namorado começou a pegar amizade com eles. Sabe como é, roda de homens com cerveja e tudo mais.

E somente eu de mulher naquela rodinha. Mas tudo bem, afinal estava com meu namorado. Fomos pegando amizade e nós tivemos uma maior afinidade com dois rapazes. Julio e Marcos, ambos de 33 aninhos. Lindos, Marcos tinha o corpo bem malhado, bem definido mesmo, Julio nem tanto mas uns olhos verdes que era de dar inveja! Depois da rodinha de cerveja fomos para casa, para tomarmos banho. Tomando banho juntos eu e Fábio estavamos conversando em baixo do chuveiro, e o Fábio me comentou que o Julio e o Marcos tinha nos convidado a acampar com eles a beira-mar, mas ele estava meio em dúvida, pois os caras estavam de olho no meu corpinho.

Eu sem a mínima intenção falei que era coisa da cabeça dele e que era pra ele ir la avisar que íamos acampar sim. Tudo feito os meninhos arrumaram duas barracas uma para dormir eu e o meu namorado e outra pra eles dormirem. 11:30 da noite saímos e fomos só com uma lanterna para a beira da praia. Arrumamos um local onde sabíamos que a água não ia chegar e armamos as barracas. Eu fiquei arrumando as camas e os meninos foram atrás de galhos para fazermos uma fogueira. Fizemos a fogueira e um circulo e começamos a beber e a conversar!

Quando foi por volta de 1 hora da manhã os homens começaram a falar das moças gostosas que tinha na praia e tals. Falando dos biquines. Até que o Marcos falou. – Alias Fábio você esta de parabéns sabia? – Eu porque??? – Porque você tem uma namorada com todo respeito do mundo muito linda e sexy! – Hahaha que isso Marcos, você ta querendo dizer que a Lorena é gostosa é isso? Nossa nesta hora achei que ia dar briga, mas pelo contrário. Meu namorado foi e continuou a frase. – Pode achar ela gostosa o quanto quiser, na realidade eu até gosto que os caras babem por ela, nem ligo que ela usa estes biquininhos pequeninhos e a calcinha fio dental. Nossa senti um calafrio! Julio e Marcos olharam com uns olhos pra mim que perdi até o jeito. Mas Julio vendo a minha vergonha disse: – Não fique assim não Lorena! Se ele deixa que tem nós olharmos e te desejarmos? – É só desejar OK (DISSE O FÁBIO) E continuamos a conversa.

E partimos para falar de sexo.

Não sei o que aconteceu que meu namorado levantou e disse que ia dormir. Eu disse que também ia, mas ele disse que não, que era pra mim ficar fazendo companhia para os dois. Sem entender eu disse tudo bem. Quando ele saiu e me deixou sozinha com aqueles dois machos lindos só de sunguinha senti um tesão enorme subindo.

Continuamos a falar de sexo e os dois foram chegando e sentaram cada um do meu lado.

Pensei pronto é agora!

Não sei o que aconteceu comigo, só sei que o papo fico tão bom que quando percebi Julio estava chupando os meus seios e Marcos com dois dedinhos dentro da minha xaninha!

Meu Deus, o que era aquilo!

Eles estavam me devorando.

Meu biquine estava todo torcido! Pedi para eles pararem e Marcos disse: – Gatinha, só paro se você for fazer a gente nanar na nossa barraca. Levantei e fui para a barraca deles.

NOSSA!

Estava eu indo pra foder com dois praticamente desconhecidos e meu namorado dormindo na outra barraca. O que é isso! Locura! Mal entramos aqueles dois machos foram arrancando o meu biquine, Julio me deixou e começou chupar e morder meus seios. Marcos abriu minhas perninhas e começou a chupar meu clitóris duma forma totalmente diferente! Ele sugava ele e passava a lingüinha muito rápido! Poucos minutos depois gozei igual uma loca. Estava gozando ainda quando Marcos me colocou de 4 e foi metendo o seu pau na minha xaninha. No escuro naum vi o tamanho, mas senti como era os seus 19 cm me invadindo! Ele começou a bombar bem forte! Que loucura, Marcos metendo na minha xaninha e eu chupando o casete do Julio e meu namorado dormindo na barraca ao lado. Marcos meteu muito naquela posição até que senti jatos quentes dentro de mim. Nossa e quantos jatos, estava morta já! Mas tinha Julio ainda! Julio me colocou de ladinho e levantou minhas pernas e me comeu gostoso! Minha boceta estava queimando, estava ardendo de tanta vara! Mas era muito bom a sensação, um pau na boceta e outro na boca! Estava chupando o pau do Marcos quando sem avisar senti um liquido quente na minha boca!

Ele gozou sem dó na minha boquinha!

A loucura era tanta que nem me importei!

Foi quando Julio anunciou que ia gozar, pedi para que ele gozasse na minha bundinha. Julio obedecendo tirou o pau e melecou tudo a minha bundinha.

Nossa eu tremia de tanta fraqueza!

Era muito pra mim!

Olhei no relógio e já eram 4:30 da manhã.

Me lenvantei de mal me limpei e fui pra barraca onde meu namorado estava. Quando cheguei lá Fábio estava acordado. – Fudeu gostoso minha putinha? Não respondi nada. Meu namorado tinha ouvido tudo. Quando tentei explicar ele me pediu para fiquer quieta que agora era a vez dele.

Ai que gostoso. Ele me colocou de quatro de novo e meteu na minha xaninha, já toda melada.

E disse: – Hum esta já esta toda meladinha. Assim eu não quero!

Quando fui dizer algo senti ele forçando pra comer meu cuzinho.

Mas eu nunca tinha feito anal.

Pensei comigo, já fodi com uns caras que nem conheço!

Que tem eu dar o cuzinho pra o meu namorado.

Ele comeu meu cu muito gosotoso!

Adormecemos e acordamos as 10 horas.

A barraca estava um forno!

Depois disso viemos embora.

HUNSAKER.

 

ÀS SANTAS, QUE SE PREOCUPAM COM A MORALISADE SEXUAL…

Embora seja exaustivamente discutida, a sexualidade humana continua sendo um tabu, vivemos em um mundo onde a liberdade sexual ganhou espaço enquanto no sentido oposto vemos uma onda crescente de proselitismo e conservadorismo.
Mas, de onde vem essa preocupação exagerada com a conduta sexual?
Para entender melhor o assunto, já escrevi alguns Textos sobre Sexualidade e Preconceito.

Embora as bases dos valores ético-morais de nossa cultura encontre suas raízes na tradição judaico-cristã, seria injusto atribuir ao Cristianismo o ascetismo em relação aos prazeres: o Cristianismo apenas preservou um legado que hostilizava o prazer e o corpo. Tal legado pessimista, que devia-se sobretudo a considerações médicas, tem suas origens na Antiguidade.

Pitágoras recomendava que as relações sexuais ocorressem de preferência no inverno, embora o fazer sexo fosse prejudicial em todas as estações do ano.

Hipócrates considerava que reter o sêmem proporcionava ao corpo a máxima energia; a sua perda, a morte.

Segundo Sarano de Éfaso, médico pessoal do Imperador Adriano, o ato sexual só se justificava para a procriação. 

Esta visão redutora do sexo foi, sem dúvida, intensificada por uma das maiores escolas da filosofia antiga – o estoicismo – cuja grande influência se deu entre 300aC a 250d.C. Toda importância que, de maneira geral, os filósofos gregos reservavam à busca do prazer, foi radicalmente transformada por esta corrente de pensamento que passou a concentrar a sexualidade no casamento.

Este torna-se uma concessão àqueles que não podiam abster-se de relações sexuais;

“… uma permissão para a satisfação da luxúria ou do prazer para aqueles que os consideravam indispensáveis”.

Mais tarde, entretanto, o próprio casamento passa a ser questionado ao colocar-se a questão do prazer carnal no ato conjugal. Uma das mais fortes conseqüências disto foi a valorização do celibato. 

O negativismo em relação ao prazer sexual foi característica marcante do estoicismo nos dois primeiros séculos depois de Cristo e teve profunda influência no Cristianismo por meio dos grandes padres da Igreja – Agostinho, Jerônimo e Tomas de Aquino.

O sexo é então vinculado à finalidade procriativa tendo como exemplo os animais, caso contrário trará o “estigma negativo do prazer”.

Vemos aí emergir uma forma de moralidade que é essencialmente moralidade sexual.

IGOR HUNSAKER . 

MORAL, SEXO E DESEJOS…

O conceito sobre a regulamentação do sexo sempre foi um assunto do Estado, das elites dominantes e da religião . Embora permitida, a atividade sexual, extremamente variável em sua forma, sempre esteve atrelada a regras que variam segundo as sociedades.
A moral sexual é um fato da cultura.
Não existe sociedade que não tenha regras a respeito do uso da libido. O controle em relação aos “prazeres da carne” sempre foi, em intensidades diferentes e em momentos sócio-históricos variáveis, um elemento constitutivo do humano. Na Antiguidade, por exemplo, a capacidade de comandar o corpo e os prazeres era muito valorizada. Dentre alguns dos expedientes utilizados para este fim, não podemos deixar de reconhecer posições próximas daquilo que a psicanálise chama de sublimação: a sexualidade pode ser controlada e a economia da descarga sexual que dai resulta ser utilizada para aquisições culturais.

A níveis diferentes, todas as religiões propõem um regime sexual. Em algumas sociedades onde prevalece o domínio religioso, cabe aos sacerdotes, inspirados pela vontade dos deuses, ditar a moral sexual. Já nas chamadas sociedades científicas e tecnocratas são os sábios – médicos, psicanalistas, psicólogos, pedagogos… – que se ocupam da regulação da sexualidade. Enfim, legislar acerca dos prazeres parece ser uma astúcia inerente ao trabalho de cultura para manter a coesão dos grupos humanos. O que se depreende de tudo isto é que o discurso sobre a sexualidade é um artefato criado para lidar com o mistério do sexual que nunca será objetivamente observado e controlado. A ordem discursiva criada pela cultura jamais dará conta desse enigma, cujas manifestações são provas irrefutáveis de que não somos senhores em nossa própria casa. Sendo o inconsciente sexual, suas produções são muitas vezes sentidas, tanto pelo sujeito quanto pela cultura, como algo da ordem do estranho .

As questões introduzidas pelo cristianismo no que diz respeito à participação da sexualidade nas formações das referências ético-morais e dos ideais sociais da cultura ocidental foram e têm sido objeto de vários estudos, dentre os quais os três volumes da História da sexualidade de Foucault e a renúncia à carne: virgindade, celibato e continência no cristianismo primitivo, de Peter Brown (1995). A leitura destes trabalhos evidencia o quanto as religiões ancoradas na tradição judaico-cristã, sempre subjugaram e restringiram as práticas sexuais.
No Livro do Levítico, a Lei Mosaica constrói o estatuto referente às práticas sexuais, determinado as proibidas, as abomináveis e as impuras (Lv 18, 26-30). Bem mais tarde, já no século XVIII, o Direito Canônico considerava impuro e criminoso o ato sexual em si mesmo e, a princípio, sujeitou à sanção penal e à perda dos direitos civis e patrimoniais a virgem, ou a “mulher honesta” que, espontaneamente, se unisse, carnalmente, a um homem. Proibia-se até mesmo o desejo e o próprio pensamento. No Concílio Vaticano I (1869- 1870), que resultou na publicação da Constituição Dogmática Pastor Aeternus sobre o primado e infalibilidade do Papa quando se pronuncia em assuntos de fé e de moral, a Igreja pregou o castigo eterno a quem ousasse desrespeitar suas restrições divinas. Se a castidade, por determinação do Concílio, já não constituía a condição escatológica para a salvação, ela ainda representava um ideal da vida cristã diante do qual o sexo, mesmo provido da desculpa sacramental do casamento, era apenas um estado inferior:

A única justificativa para a sexualidade era a reprodução da espécie, e, somada ao sacramento do matrimônio, ela apagava o pecado do prazer; mas o prazer em si era tido apenas como uma falha, da qual ao menos a esposa podia ser salva pela graça da frigidez; e a união só era lícita quando contribuía para a procriação, única coisa a desculpar a bestialidade desses atos. Na falta da perfeição e já que o povo do Senhor inha de se propagar, podia-se tolerar algum prazer, sob a condição de que ele fosse bastante reduzido e de modo algum se transformasse num fim em si. (LANTERILAURA, 1994, p. 21).

O conceito de inconsciente, introduzindo pela psicanálise, desconhece os valores morais. Isto faz com que atos moralmente condenáveis sejam vistos, no entanto, como psicologicamente necessários. A rigidez moral surge, através do olhar psicanalítico, como fonte de sofrimento psíquico, pois limita a circulação pulsional. A supressão dos desejos inconscientes com a subsequente impossibilidade de simbolização pode ameaçar o contrato social pela transgressão abrupta e traumática de seus valores pelo sujeito reprimido. Ao sujeito que escapa a esta situação, caberia uma resignação neurótica, ou seja, o adoecimento:

“Em suma, sem a repressão da sexualidade, não há sociedade nem ética, mas a excessiva repressão da sexualidade destruirá, primeiro, a ética e, depois, a sociedade” (CHAUÍ, 2001, p. 356).

O sexual parece constranger e assombrar a Igreja por ocultar implicações outras que extrapolam o campo da sexualidade. Representações de Deus, da salvação e do pecado, como tentativas de barrar o retorno do recalcado, podem de fato estar em jogo em torno dessa problemática. Além de uma questão moral, a Igreja se vê imobilizada diante de um emaranhado de questões dogmáticas. Por isso mudanças na moral sexual encontram resistências e impossibilidades.
Outro fator a ser considerado é a construção ideológica católica em torno do poder da Igreja como sustentáculo da verdade. Abrir mão de certas posições colocaria em xeque este poder e seu domínio sobre os fiéis, afinal:

Dominar o espaço mais íntimo da pessoa pressupõe dominá-la por inteiro. Isso significa limitar a fonte de seus desejos e de seu poder de expressão assim como impedir qualquer tipo de auto-afirmação diante da lei e do poder […] A tentação pode ser a de manter um domínio secreto sobre a massa de crentes por meio do controle dessa zona íntima da personalidade. A associação estreita entre a sexualidade e o sentimento de culpa poderia também pretender manter os crentes numa posição de submissão e de debilitamento próprio eu […] Temos, pois, um grave problema eclesiasticamente irresolvido. E também uma questão de poder associado a ele (DOMINGUEZ MORANO, 2003, p. 202).

Contudo, ainda que julgada como subversiva, a psicanálise deve prosseguir em seu objetivo de oposição às normas que alienam o sujeito, causando sua debilidade ou adoecimento. Devemos questionar se a moral sexual que se pretende civilizada vale o sacrifício que nos exige “já que estamos ainda tão escravizados ao hedonismo a ponto de incluir entre os objetivos de nosso desenvolvimento cultural uma certa dose de satisfação da felicidade individual” .

Modificar as bases culturais e mitológicas que sustentam nossa civilização pode parecer uma luta inglória. Entretanto, acreditamos ser possível efetuar, paulatinamente, as alterações que satisfaçam nossa necessidade de felicidade, “mas talvez possamos também nos familiarizar com a idéia de existirem dificuldades, ligadas à natureza da civilização, que não se submeterão a qualquer tentativa de reforma.

IGOR HUNSAKER 

SANTAS E FILHOS…

Hein?!?

Difícil dizer em que momento ficou estabelecido o padrão de que mulher só é completa se gerar um filho. Mesmo assim, muitas mulheres perdem noites e noites de sono pensando nisso – quiçá mais do que as necessárias para cuidar de um bebê.

As dúvidas que surgem com o sentimento de obrigação de ser mãe são muitas:
Filho é a etapa natural depois do casamento?
Ele vai garantir companhia para quando eu ficar velha?
Só deveria pensar em filhos depois de casar?
Estou preparada para abrir mão de parte da minha vida – e da minha carreira – para criar uma criança?
E, mais importante: eu quero esse bebê ou é isso que os outros esperam de mim?

A resposta para todas essas perguntas é: CALMA.
Melhor do que tentar suprir expectativas (suas, de sua mãe, de suas amigas, do seu marido) é tirar o peso dessa decisão. Mesmo na sociedade do “pode tudo”, em que as mulheres trabalham, sustentam casas, se separam se não estão satisfeitas no casamento, vivem solteiras se assim quiserem e blá-blá-blá, a maternidade é tratada como se fosse a única possibilidade de a mulher se tornar plenamente realizada.

BEM…


“Não é nem nunca foi preciso ter filhos para ser feliz.
Existe uma mística em volta da maternidade que vem sendo alimentada há muito tempo.
Nas últimas décadas, parte da medicina focou em desenvolver meios para que as mulheres com dificuldade para engravidar conseguissem realizar esse sonho, e isso reforça a necessidade de a mulher gerar uma criança”, opina.
Claro que os avanços da medicina são bem-vindos, aumentando a possibilidade de ser mãe – mas o desejo só é válido se for genuíno, particular, e não de quem segue um padrão sem se questionar.
Não ter filhos não faz ninguém ser “menos mulher”.

A cobrança social em torno da maternidade vem das próprias mulheres basicamente porque o relógio biológico não é um mito, mas uma condição fisiológica.
“A menstruação é uma frustração mensal.
O sangue reforça a ideia de que a mulher não conseguiu alcançar o que seu corpo esperava dela.
Quando ela atinge uns 35 anos, o corpo grita para que complete aquela etapa”..

Tempo integral

Na revolução industrial [no século 18], com o surgimento da burguesia, as mulheres agregaram à função de geradoras, a de criadoras. Então, mesmo que dentro de casa, a mulher ganhou um papel social: é a que cuida, organiza, abnega, e que se realiza com tudo isso.
Para ela, o fato de hoje existir uma liberdade para fazer as escolhas que quiser faz com que a mulher acabe se perdendo.
A frustração feminina é causada em parte pela sociedade, que, apesar de incentivar as mulheres a serem mães, não facilita o papel de quem escolhe ter carreira e filhos.

A sociedade está preocupada com produção, somente. Tanto que as mulheres que trabalham e engravidam precisam ser amparadas por lei para poder ficar cuidando de seus filhos.

O melhor antídoto para lidar com tanta expectativa é entender que, seja qual for a escolha, nada vai garantir felicidade plena – tampouco transformar a vida num caos.

IGOR HUNSAKER.

Hoje, nunca mais…

SANTA 9057, 40 anos, sempre quis ter uma família e, por consequência, ser mãe.
“Adoraria ver a minha projeção andando por aí, porque filho é uma projeção, né?”, diz. “Careta” assumida, ela explica que sempre atrelou a ideia de filho a uma família completa.
“Não tenho nada contra quem faz produção independente, mas cresci em uma família muito ausente, pouco estruturada, e decidi que, se fosse para ter um filho, seria com alguém legal que topasse formar um núcleo presente.”
Só que a “conjunção astral” de período fértil, pessoa legal e vontade de ser mãe não aconteceu.
Bel foi casada durante nove anos (está separada há oito meses, por razões que nada têm a ver com maternidade, ou a falta dela) e sentiu o relógio biológico bater forte dos 30 aos 35 anos.
“Eu quis muito.
Queria a família Doriana, que nem esses adesivos de carro que têm a mãe, o pai, os dois filhos, o cachorro e o gato.
Só que, quando comecei a falar do assunto, meu marido foi categórico:
‘Ó, se você quiser ter filhos, não é comigo que isso vai acontecer’.”
Foi difícil para a produtora, que foi aconselhada pelas amigas a aproveitar uma noite de bebedeira do marido para “esquecerem” da camisinha.
“Mas isso ia contra a minha vontade de só ter um filho se fosse numa situação legal”, explica.
Ficou com isso na cabeça durante sete anos, se perguntando se estava disposta a abrir mão daquela vontade, até que se deparou com uma foto do filho recém-nascido de um ex-namorado.
“Não fiquei chorosa, pensando ‘poderia ter sido eu’.
Não senti nenhum vazio e foi ali que saquei que realmente não preciso de um filho”, explica.
Bel sabe, porém, o peso que isso teve em sua vida – principalmente para os outros.
“O problema é que as pessoas não aceitam isso.
No começo até falava mais sobre o assunto.
Depois, parei de me explicar.
Não devo nada a ninguém.
Isso não quer dizer, no entanto, que ela esteja isenta de julgamentos.
Depois da fase do “e aí, quando vem o de vocês?”, ouvido em almoços em família e chás de bebê – a que ela faz questão de ir, porque adora crianças –, agora Bel é vista quase como uma ameaça.
“É como se eu não valesse nada porque não tenho filho.
Não sei o que é amor, não sei o que é cuidar de outra pessoa, me doar…
E, ao mesmo tempo, acham que minha vida é perfeita, que não tenho problemas.
Não sou a pessoa mais feliz do mundo e nem com tempo sobrando só porque não tenho filho.
Mas também não acho que vou morrer sozinha só porque não tem alguém para me amar incondicionalmente.
Acho ruim projetar na criança um buraco seu”, provoca.

HUNSAKER.

O mundo não acabou

“Se tiver um filho não posso mais morrer!”, pensava a SANTA 5692, 31 anos, quando engravidou de Alice.
A ideia de ser mãe representava para ela o máximo da perda de liberdade.
Por isso, não ter filhos era uma decisão pensada com o marido, um fotógrafo com quem está desde 2001.
“Não cabia um filho na minha vida”, explica ela, que nasceu no Rio Grande do Sul e mora em São Paulo há uma década.
Só que um dia o casal não usou preservativo e, semanas depois, ela viu o sinal de positivo no teste de farmácia.
“Pensei: ‘Fodeu!’. E senti raiva”, lembra. Decidiu abortar – nem quis ouvir o coraçãozinho do bebê na consulta para não mudar de ideia.
Mas se assustou quando soube dos riscos do procedimento, como uma possível hemorragia e ruptura do útero.
“Pensei que, se acontecesse algo comigo, o sofrimento que geraria seria maior do que o de ter um filho.
Então, decidimos seguir.” E, já que era para ter, ela fez questão de receber a filha em um parto natural (sem anestesia).
Hoje, três anos depois, Lucia não tem mais tanto tempo para elucubrações.
“A realidade é mais leve do que ficar imaginando como seria. É um dia por vez.
Vamos lidando com os desafios à medida que aparecem.
Hoje, tenho um ser com quem me ocupar, dedicar energia, tempo.”
E uma ansiedade que sempre a acompanhou na vida está mais light desde a chegada de Alice.
“Tomo atitudes mais pensadas, estou menos crítica”, avalia.
Agora, o que importa para ela, acima de tudo, é o bem- estar de Alice.
Desde bebê, leva a menina do escritório a festas na casa de amigos.
E isso comprova o que ela considera sua grande descoberta pós-maternidade: “Sou a mesma Lucia, não mudei minha vida”.
Ela também descobriu que o marido é um paizão que divide as tarefas desde que a mulher voltou a trabalhar.
Com ele, Lucia começou a frequentar um pediatra que até hoje os ajuda a dissolver conflitos sobre a educação da filha – o que evita as típicas brigas de casais que levam à separação muitas famílias.
“Às vezes quero obrigar a Alice a comer, e o pai não, então conversamos com o pediatra.
Em muitos casos, a conclusão é que cada um tem o seu jeito de lidar e é preciso respeitar as diferenças”, conta.
Na parte que lhe toca, ela está tranquila.
“Mesmo sabendo que um dia vou morrer, fico feliz por estar criando um ser humano da melhor maneira que posso!”, comemora.

HUNSAKER.

Mãe, eu?

Aos 22 anos, SANTA 33241, uma menina do interior de Minas Gerais, decidiu ganhar “a cidade grande”.
Partiu para São Paulo e, enquanto aprendia o ofício de manicure, se descobriu grávida do namorado.
“Ele era uma pessoa difícil, aparecia quando queria e eu aceitava”, admite.
E não sentiu a alegria que costuma ser associada à maternidade.

“Aquele filho significava parar tudo o que estava fazendo e voltar para Minas”, diz ela, que logo decidiu abortar.
Na primeira consulta médica descobriu que o feto já tinha quatro meses.
“Mesmo assim perguntei sobre um aborto e o médico disse que ninguém faria”, lembra.
“Primeiro fiquei desesperada, depois brava comigo e com o pai, que, se fosse mais presente, poderia me ajudar na decisão. Passei duas semanas usando roupas largas para esconder a barriga.”
Passado algum tempo, Alessandra assumiu que não queria aquele filho.
“Não estava preparada.”
Sem saber o que fazer, pediu ajuda a uma amiga, quetinha uma história de adoção na família.
Acabou chegando a uma agência onde o processo é feito de forma ilegal, sem consentimento ou parecer do Estado.
O casal interessado no bebê de Alessandra deu suporte financeiro e psicológico até o fim da gravidez, o que ela reconhece ter sido imprescindível para que o processo ficasse um pouco mais fácil.
Mesmo assim, assume que foi a coisa mais difícil que já fez.
“Não é fácil entender que seu filho, que cresceu na sua barriga, vai ser mais feliz com outras pessoas”, diz. Ela lembra que era difícil ter aquele barrigão, as colegas perguntando o sexo e o nome, e ela sem saber o que dizer.
“Para os desconhecidos, criava uma história, que estava casada e que ia parar de trabalhar para criar o nenê.”

Com o fim da gravidez, os sonhos deram lugar à realidade. Alessandra teve parto normal e pouco contato com a criança.
A mãe adotiva tinha tomado hormônios para produzir leite e foi quem o alimentou desde o nascimento.
“Foi muito dolorido voltar pra casa sem o bebê. Passei mal, queria conversar com alguém, mas não podia.
Para piorar, acabei mudando de emprego e de casa para garantir que o mínimo possível de pessoas soubesse o que tinha acontecido.
Uma semana após o parto, me vi sozinha, com o corpo inchado e sem bebê.
Foi a pior semana da minha vida.
Sofro até hoje por não poder contar isso a minha família.
Eles não entenderiam – minha mãe não falaria mais comigo. Imagina passar pelo maior trauma da sua vida e não compartilhar?”
Hoje, depois de sete anos de muita terapia, Alessandra entendeu que não se arrepende da sua decisão, mas sim de não ter condições de proporcionar a vida que queria para a criança. Mesmo sete anos depois, o assunto ainda é a pauta de 70% das sessões com a psicóloga.
Alguns traumas, porém, já foram superados. “Sei que minha vida e a dele são muito melhores por isso. Não tenho a sensação de que é meu filho que está por aí porque mãe é quem cria.
Se eu resolvesse procurá-lo, ele seria o filho de outra pessoa”, desabafa.
Mas Alessandra ainda alimenta o sonho de ser mãe. “Acredito que vou achar um homem para casar e formar uma família direito”, aposta.

HUNSAKER 

Três de uma vez…

A SANTA 5623, 40 anos, estava casada há cinco quando o filho da mesma idade pediu um irmãozinho.
“Um estava bom, mas topei engravidar de novo.” No primeiro ultrassom, surpresa: três corações pulsavam em seu ventre. “Achei que fosse piada.” Saindo do consultório, ela e o marido sentaram na calçada e se olharam.
“Falei: ‘Agora vamos ter que ficar juntos mesmo’”, conta.
A ironia está no fato de que Ieda frequentava academia e praia desde a adolescência e se estressava sempre que via uma celulite. Além disso, sempre gostou “de coisa boa”, e o padrão financeiro da família estava em ascensão. Porém, pelos oito meses que se seguiram, nada mais importava.
“Pensei que daria para ter uma babá, mas quando os bebês chegaram vi que precisava de duas em tempo integral.” Só que, quando as candidatas se deparavam com as planilhas nos berços (lembrando a hora que cada um havia sido trocado e alimentado) e com o serviço triplicado, fugiam – às vezes no mesmo dia.
“Passaram umas 30 pessoas pela minha casa. Toda noite, eu ajoelhava e perguntava:
‘Quando terei minha vida de volta?’.”
Ieda conta que mal dormiu ou olhou para o marido por dois anos. Enquanto ele tocava a joalheria que eles abriram em São José dos Campos, onde moram, no interior paulista, ela trocava fraldas e amamentava crianças em série, preparava comida e colocava o trio para dormir.
O tempo também passava para Pedro, o primogênito. “Perdi uma parte do crescimento dele. Sinto falta de ter visto ele ser alfabetizado”, lembra ela. “Queria ter feito lição de casa com cada um, mas não dá quando se tem três de uma vez. Fiz o melhor que consegui”, pondera.
Ela reconhece como maior aprendizado ter tirado o foco dos pequenos problemas que antes a desestabilizava.

“Hoje não me importo se engordo 2 quilos ou se vejo uma celulite. Meus filhos valem muito mais que isso, e aprendi a me aceitar como sou.”

Ela também sabe que o padrão de vida da família estaria mais alto se não tivesse tido mais três filhos, “mas o que importa é que eles estão bem”, garante.
Hoje, os trigêmeos (Eduardo, Flavio e Caio) estão com 8 anos, o mais velho, com 13, e ela não troca por nada a satisfação de ver a mesa cheia. Agora se prepara para a adolescência de Pedro. Mas não abre mão do tempo que tem para o marido, os amigos, as viagens e para si.

HUNSAKER.

 

Família margarina?

Casar e ter filhos era o sonho da SANTA 6574, 29 anos. Aos 21, ela realizou a primeira parte: casou-se, com um publicitário, e quis engravidar três anos depois.
“Todo mês comprava teste de farmácia antes de a menstruação atrasar. Uma piração”, lembra. A fase durou um ano. Até que resolveram ir ao médico.
Mas não chegaram à consulta: foi só desencanar para descobrir que estava esperando Theo. Nas palavras dela, a gestação foi “mágica”. Ao contrário do que se queixam muitas mulheres, o pai da criança embarcou na gravidez desde o início.
“Minhas amigas contam que os homens só se veem como pais quando o bebê nasce. Mas o meu marido sentia até enjoo comigo. Era ótimo porque tinha com quem compartilhar”, diz.
O efeito colateral, porém, era se irritar em momentos em que ele, por exemplo, falava para a médica que a mulher não havia se alimentado como deveria.
“Eu tinha feito o que ele estava dizendo que não fiz, só que meu marido não tinha visto e falava com a médica algo que eu devia falar”, lembra. Hoje, Theo tem 4 anos e os dois entenderam que é fundamental cada um ocupar seu papel na educação.
“Tem momentos em que a criança só quer a mãe, quando está doente ou tem pesadelo, por exemplo.
Se o pai quiser participar vai atrapalhar”, afirma. Embora se sinta realizada com a maternidade e passe metade do dia com o filho, admite que a experiência não a transformou em uma mulher completamente feliz ou satisfeita.
“Eu, que queria tanto um filho, tive com o homem que amo e mesmo assim passo momentos difíceis… Fico imaginando o que passam mulheres que não desejaram ou foram mães solteiras.”
A primeira dificuldade à qual se refere ela sentiu quando chegou da maternidade. “Depois de mamar, o Theo chorou por três horas. Foi desesperador.”
Quando foi trocar a fralda, entrei em pânico. “Senti medo de não conseguir fazer nada sozinha, de não ser capaz de criar aquela criança.
Mas passou logo essa sensação.” Bia também sofria para amamentar, pois seu seio inflamava. “Me sentiria impotente se não conseguisse, mas amamentei até ele ter quase 1 ano.
Acho uma loucura ninguém ter me contado esses perrengues. Faço questão de dizer o que acontece na real para minhas amigas.” Mesmo assim, ela pensa em ter mais filhos.
Mas já sabe que isso é só uma opção – e não garantia de felicidade.

HUNSAKER.

 

PROSTITUIÇÃO…

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Fatores econômicos

Falta de emprego; migração para os grandes centros urbanos; jovens do campo, passando a viver na cidade; mães solteiras com dificuldade na manutenção do filho. Moradias em condições sub-humanas: barracos, cortiços, porões, muitas vezes abrigam a promiscuidade, que é um caminho aberto para a prostituição.

– Fatores psicológicos

Carências afetivas e traumas que marcam a infância e a adolescência das pessoas.

Aspectos fundamentais a serem considerados

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  1. Identidade – origem – identidade sexual: A identidade sexual é um indicador chave no caso de jovens homossexuais cuja identidade real não aceita; ou para jovens imigrantes mesclados entre duas culturas e identidades paralelas. Quando a verdadeira identidade não foi reconhecida ela pode ser procurada na prostituição. 

  1. Violência, proteção de si mesmo:violências sofridas na infância ou na adolescência são o fio condutor de novas violências. Estas, quase sempre, foram silenciadas, e esse silêncio continua na prostituição.

  1. Baixa Auto-Estima:Desvalorização, depreciação, sentimento de nulidade ou inutilidade.

  1. Recursos financeiros e sua relação com o dinheiro: A relação com o dinheiro fica alterada – excesso ou falta – é uma questão importante, falta de visão entre o patamar da vida e realidade financeira oficial. Situações de graves dívidas ou dívidas sucessivas, que podem esconder maus tratos – máfia, pessoas abusadas, tráfico, etc. Ou uma tendência da mulher a se deixar explorar financeiramente para parecer boa pessoa. 

  1. O Meio de Vida:Mulheres que não têm relações com outras pessoas fora da prostituição, estão em situação vulnerável, elas foram levadas a isso ou escolheram essa situação, – jovens em situação conflituosa com a família, marginalizadas, precariedade social e afetiva e tendo um medo do confronto com a realidade e suas exigências – casamentos desequilibrados, amizades complicadas.

  1. Contexto profissional:Desempregadas, mudanças profissionais infindáveis, precariedade econômica são fatores que fragilizam as mulheres. Alguns empregos facilitam a chegada à prostituição.

  1. Valores éticos:É bom questionar as referências das mulheres, o sentido de mundo pessoal delas, da vida, da prostituição, seus desejos e a questão familiar.

Direitos Sociais

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– Acesso à saúde – A prostituição, em geral, não é uma atividade assalariada – deve ter postos de saúde que atendam de maneira eficaz a pessoa em situação de prostituição.

– Acesso à justiça – Informar a esse público de ajuda da justiça, caso precisem, criando mecanismos para isso.

– Acesso à habitação – Encaminhamento, em seus locais de origem, para os sectores específicos da área social a para que recebam a ajuda necessária e especializada.

– Direito ao trabalho e à formação – Encaminhamentos aos sectores de formação e inserção no mundo do trabalho que permitirão as mulheres de se inserir no mundo de trabalho.

Prostituição Infantil

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A prostituição infantil pode acontecer: Quando uma criança ou adolescente se prostitui nas ruas de qualquer cidade em busca de dinheiro. A criança leva este fim quando é submetida à violência dentro de casa e resolve fugir. Para fugir, essa criança necessita de ajuda de terceiros e faz qualquer coisa para ficar livre de casa e de sua família se submetendo a qualquer tipo de pagamento. Desse modo, se iniciam sexualmente e posteriormente tornam-se escravas do sexo para ganharem dinheiro para comer, se vestir e principalmente para se drogar. Prostituição infantil é crime de ordem pública, isto é, pode ser denunciada por qualquer pessoa que viu ou presenciou tal fato.

IGOR HUNSAKER.

 

Vale a pena assumir uma “PUTA”?

Será em dinheiro, cheque ou cartão?

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Olá, tenho 22 anos, moro em São Gonçalo, Rio de Janeiro, há dois anos. É meio difícil namorar porque no meu bairro as meninas são evangélicas, e tem essas regras de casar primeiro, então minha saída e frequentar, uma vez por mês, boates de garotas de programa… Até que lá mesmo conheci uma mulher linda, 24 anos, de Itaboraí. Pela segunda vez que saí me apaixonei totalmente, já sai com ela 4 vezes e ela não cobrou na última vez, levei ela para um tour na praia… Só que não sei o que dizer a ela, realmente estou amando.

Queria um conselho seu: o que eu deveria fazer e o que posso propor para ela? Tenho meu serviço, mas moro com minha mãe.

Caro leitor abestado, você está me passando um atestado de estupidez ao fazer uma pergunta como essa, e como não está percebendo, vou enumerar os pontos chaves:

Mora com a mãe

Por mais que você ame a sua mãe e ela seja tudo para você, além de uma senhora boazinha que faz tricô, acho que morar com a mãe não é currículo relevante para a questão de um marmanjo. 

Chá de perereca

Cidadão, o chá de perereca provoca confusão mental, é bem verdade, mas não é para tanto. Pelo que entendi você só está confuso, muito disso é pela falta de mercadoria, se para namorar tem que casar, isso é um caso sério mesmo.

Amando

Eu entendo uma paixão repentina, sou daqueles sujeitos que basta um sorriso para que eu me apaixone, porém falar que está amando uma mulher depois de apenas quatro encontros é um pouco demais. O senhor está amando sim, mas não desse jeito que pensa, está à mando do seu pau!

Ruim de matemática

O senhor desconhece as leis universais das relações, tem uma que diz “enquanto o sexo é pago, sai barato, depois que parar de pagar, será caro para caramba”. O que o senhor está fazendo, sem se dar conta, é trocar o pagamento à vista pelo carnê do crediário. Óbvio que os juros estão embutidos! É a metade da diversão pelo dobro do preço e não aceita troca. Enquanto ela está vendendo no avulso, ela precisa conquistar o cliente todo dia, depois que passar para a assinatura mensal, aí a coisa desanda… 

Deu para entender agora?

Não tenho nada contra a garota ser de programa, prefiro-as às biscates. Para ficar claro, para mim, biscate é aquela mulher que sai com alguém por motivos peculiares, como quando o sujeito tem garbo e elegância. Troque a palavra “garbo” por “carro importado” e “elegância” por “cartão de crédito sem limite”. Não é só isso que pode atrair uma biscate, poder e fama também são muito utilizados como moeda de troca.

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Nisso as putas são mais sinceras, cobram em grana. Relação 100% transparente. Você entra com o dinheiro e elas com o fundo de investimento.

E prostitutas pode ser biscates?

Podem sim senhor! 

Algumas podem realmente se interessar por você e querer ser a melhor mulher do mundo, são mulheres e muito carentes. No entanto, outras podem deixar de cobrar como artifício para arrancar ainda mais do coitado que acredita nelas. Se você souber diferenciar uma da outra, diga-me como…

Já tentei me relacionar com putas, estava meio de saco cheio de envolvimento e resolvi ir para o pesque e pague. Queria a diversão sem o comprometimento. Deu errado, em pouco tempo a garota passou a ser minha “namorada”, eu fazia questão de pagar e a moça não entendia. O pagamento, para mim, era uma espécie de salvo conduto… Ela é, foi uma das mulheres mais exuberantes que conheci e antes que eu acabasse entrando num mundo do qual não quero fazer parte, preferi chamar o garçom e pedir a conta.

Por amor, tudo é possível, até ficar retardado como o senhor está, mas, preste atenção, deixe a relação, se é que posso chamá-la assim, se afirmar. Não diga o que sente até lá. Muitas mulheres não entendem isso e ficam assustadas.

Abraço…

 IGOR HUNSAKER

 

Conheça as histórias de cinco pacientes que escolheram a prostituição como profissão…

Paciente 9759, 20 anos, prostituta há seis meses no Rio de Janeiro, cobra R$ 400 e faz cerca de quatro programas por dia, de uma hora cada.

Comecei a fazer programa há seis meses. Antes, eu trabalhava como babá e no meu último emprego ganhava R$ 400 por mês. Hoje, ganho R$ 1.600 por dia. Estava desempregada há mais ou menos um ano e lendo os classificados de emprego acabei parando na parte de garotas de programa. Vi que elas ganhavam em uma hora o que eu levava um mês para receber, aturando patrão. Procurei uma agência, fui entrevistada e no mesmo dia comecei a trabalhar. O primeiro homem já estava lá me esperando, um coroa que devia ter uns 50 anos. A dona fez questão de dizer que era a minha estreia em programa. Deu nojo, queria que acabasse logo. Faço programas principalmente na Barra da Tijuca (bairro nobre do Rio). Geralmente os homens, em sua maioria casados, marcam em motéis, poucos são em casa. Quando eu comecei tinha namorado, mas com o tempo fui tomando nojo de homem. Eles são todos iguais: traem as mulheres. Tem cara que chega no motel e liga para a mulher todo cheio de amorzinho. Dizem que sair com prostituta não é traição, mas eu acho que é. Sempre que eu saio para um programa eu sinto uma angústia, um medo de não voltar mais, de encontrar alguém violento, que não queira pagar. Antes eu trabalhava com agência, mas agora faço tudo sozinha, me exponho mais. Não tive muita chance na vida, fiz o Segundo Grau, mas quero mudar. Não sei bem o que eu quero da vida, mas o que eu não quero eu sei: não quero continuar fazendo programa. Tenho clientes fixos, que aparecem toda semana, com a mesma história. Já recebi propostas de casamento, mas eu não aceito, porque eu sei que o cara vai se casar comigo numa semana e na outra estará na cama com prostituta. Já ganhei uma moto de um cliente, que eu vendi. Em pouco tempo, eu consegui pagar todas as minhas contas e comprar computador, roupa, celular da moda, tudo. O difícil de largar essa vida é se conformar em trabalhar depois para ganhar uma mixaria. Minha mãe sabe o que eu faço, só ela. Eu tive uma briga com uma das meninas da agência e ela de vingança ligou para a minha mãe e contou tudo. Minha mãe é evangélica, conservadora, mas entendeu o meu lado. Ela sabe que não gosto mas já viu que por enquanto não tem jeito. Uma coisa estranha que aconteceu é que hoje eu perdi a vontade de fazer sexo. Não tenho mesmo. Acho que é mentira de quem diz que gosta, mas agente finge para o cliente ficar satisfeito. Não tem como você gostar de uma coisa que envolve dinheiro, você sabe que está se vendendo. De vez em quando eu fico deprimida e aí vou ao shopping e compro algumas coisas para esquecer.  Vestido de roupa de marca de R$ 400 e penso: isso só me custou uma hora de trabalho. Meu sonho é andar pela rua como uma pessoa normal, saber que eu sou normal, que eu trabalho em algo normal. Hoje em dia, quando eu ando por aí, eu fico pensando que as pessoas olham para mim e pensam: essa mulher é prostituta. Me visto normalmente, sou discreta, até porque às vezes eu tenho que ir à casa dos clientes.

Mas, para mim, está escrito na minha testa: sou prostituta.

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Aline, Paciente 77859, 21 anos, trabalha na noite há dois anos, em São Paulo, cobra entre R$ 300 e R$ 500…

Eu sou de Minas e comecei tem uns 2 anos. Uma amiga minha trabalhava aqui na noite e eu vim para conhecer. Gostei e vim para ficar. Vim por necessidade mesmo. Na minha cidade eu terminei o colégio e não tinha emprego nem nada para fazer. Contei para minha mãe assim que vim para São Paulo. Ela não fala nada porque eu ajudo com dinheiro em casa. Meu pai não sabe. Acha que tenho namorado e que trabalho com ele. Minha irmã mais nova também sabe. Já veio para cá duas vezes e também fez programa. Mas disse que não gostou de São Paulo para morar. Eu cobro de R$ 300 a R$ 500 e dá para tirar cerca de R$ 10 mil por mês. Eu estou juntando dinheiro para abrir um negócio na minha cidade e voltar a morar lá. Acho que em mais um ano eu consigo. Gasto R$ 500 com beleza. Perdi minha virgindade aos 18, quase 19 anos, e tinha transado apenas com duas pessoas. Não faço programa com homens que usam drogas ou que não me tratem com respeito. Faço aula de axé e caminhadas todo dia. Durmo por volta das 3h, 4h. Não faço programa mais tarde que isso. Acordo meio-dia e fico na internet, na casa das minhas amigas (outras prostitutas que moram no mesmo prédio).

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Juliana, 23, Paciente 2234, cobra até R$ 800 por programa

Comecei com 18 anos e fiquei um ano na ativa. Depois fui estudar, comecei a trabalhar vendendo roupas em uma loja, namorar. Fiz dois anos de jornalismo de moda. Fiquei 4 anos um pouco afastada da noite e voltei há um. Uma amiga minha me levou para a noite. Na primeira, a recepcionista da boate me convidou para fazer um show. Depois do show um gringo me fez uma proposta boa e eu acabei saindo com ele. Não venho trabalhar sempre. Moro com minha família e ninguém sabe o que faço. O dinheiro aqui é muito fácil. Em uma hora você ganha o dobro, triplo do que ganharia em um mês em outro lugar. Trabalho também com eventos e divulgação de produtos em uma agência. Quando comecei a namorar ainda fazia programa e ele sabia. Essa vida vicia. A juventude da gente não é para sempre. Tenho que me preocupar com meu futuro. Durante os quatro anos que fiquei estudando eu vinha de vez em quando, as vezes depois do trabalho. Vinha quando batia a necessidade. Minha família é de classe média, e meus pais têm a mente bem aberta, mas iam ficar assustados se soubessem por causa da educação que me deram. Eu venho por vaidade, capricho mesmo. Quero comprar alguma coisa e venho. Pretendo um dia não vir mais. Mas acho que eu sempre vou acabar vindo nem que seja para rever pessoas queridas. Venho para trabalhar e não para me divertir. É uma troca: eles veem em busca de prazer e a gente oferece companhia. Muitos nem querem sexo, querem sair para jantar, estão viajando e as esposas estão longe, não conseguem arrumar uma companhia bonita. As vezes tenho orgasmo. Depende do cara mesmo. Muitas meninas acabam enjoando de homem e viram lésbicas. Quando eu não sinto prazer eu tento disfarçar ao máximo. Os pontos positivos do programa resumem-se ao dinheiro fácil. Os negativos são os de não conhecer a índole da pessoa que você está saindo, não saber o que ela pode fazer com você, além das doenças. A maioria dos programas são rápidos.

Rola muita ejaculação precoce.

A molecada demora mais.

Não faço questão de gente bonita, só exijo que seja higiênico.

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Erika Paula, Paciente 11487, 22 anos.

Comecei há 2 anos. Sempre quis ser modelo, tinha contrato com uma agência e venceu. Aí me chamaram em outra e eu não tinha dinheiro para ir. A amiga da minha irmã fazia programa e me trouxe. Comecei a frequentar sem fazer nada, depois de um mês é que topei fazer o programa. O primeiro foi péssimo. Era minha primeira noite, senti que estava me vendendo. Perdi minha virgindade com 17 anos, tinha transado com 3 caras na vida. Estava insegura, com medo de violência. Fiz 3 meses de jornalismo. Quero voltar a fazer faculdade, mas não tenho tempo. Durmo às 8 da manhã, acordo às 15h. Sou stripper, quase não faço programa. Ganho cachê. Programa eu cobro no mínimo R$ 600. Gringo às vezes dá caixinha no show. Gosto de homem que me trate como mulher e não como puta. O ruim da noite é que rola muita droga, muito vício. Já tirei R$ 5.000 num mês, mas geralmente tiro menos. Prefiro os homens entre 40 e 55 porque são mais maduros tem alguma coisa para passar. Meus pais sabem mas não aceitam. Moro com eles, minhas 3 irmãs e meu irmão. Sou a caçula. Sempre dancei, fazia jazz, natação, fiz teatro, curso de passarela. Minha família é de classe média. Já fui muito mimada por eles, agora que tô mais velha sou eu quem pago minhas coisas. Só gasto com necessidade, coisas de mulher. Gasto uns R$ 500 de cabeleireiro e cuido da minha alimentação. Se eu pudesse eu também lançaria um livro, como a Bruna Surfistinha. Eu não escondo de ninguém o que faço.

Não sou santa.

Sou prostituta.

*********

Satiny Sehn, Paciente 99834, 18 anos

Comecei a fazer programas em agosto de 2005, numa boate. Antes, já tinha transado com uns 20 caras. Chegava a dividir os meninos com uma amiga. Mas depois que eu virei garota de programa ela me virou as costas. Até hoje me lembro do meu primeiro cliente, o André. Ele era um cara muito lindo. Só achei meio estranho na hora de receber o dinheiro, pois me senti usada. Mas depois me acostumei. Tem muita menina que diz que faz por dinheiro, mas acredito que a gente tem de ter vocação. Quem atua em telemarketing usa a voz, quem trabalha com computador usa as mãos, eu uso o meu corpo.

Qual é o problema?

Não tenho vergonha do que faço. Acho que nasci para isso. Ainda moro com os meus pais e não saio de casa porque amo a minha família. Eles não aceitam, mas acabam convivendo com isso. Sempre foram protetores e nunca me negaram nada. Tanto que quando fiz 18 anos, ganhei um carro de presente. Minha mãe é gerente de joalheria e o meu pai é bancário. A gente tem uma casa confortável, de quatro quartos. Eles descobriram que sou garota de programa porque minha mãe encontrou roupas sensuais, perfumes caros e meu extrato bancário no meu quarto. Fui expulsa de casa, mas voltei. Ela tenta me dar conselhos, diz que isso não é profissão e que daqui a 5 anos terei outra cabeça e vou me arrepender. Meu pai pouco fala comigo e isso me machuca muito. Mas eu gosto de ser garota de programa e não vou parar. Me sinto bem com os clientes. Adoro sexo, o ambiente de boate, das bebidas, do cheiro, de dançar, fazer filmes, fotos e strip-tease. Não tiro menos de R$ 5 mil por mês.

Mas não faço por dinheiro.

Não me imagino sem tudo isso.

*********

IGOR HUNSAKER

Uma pessoa escolhe se prostituir?

A prostituição é uma opção livre?

A resposta a esta pergunta é passível de opiniões diversas e até mesmo condenações podem nascer a partir dela. A prostituição atravessa a história sendo uma realidade controversa em todos os campos.

Em tempos de Copa de Mundo e com os olhos abertos para o turismo e a exploração sexual, a Pastoral da Mulher Marginalizada (PMM) Nacional se manifestou publicamente por ocasião do Dia da Prostituta, 02 de junho. A data foi estabelecida após uma manifestação em Lyon, na França, em 1975.

“150 prostitutas francesas ocuparam a igreja de Saint-Nizier, em Lyon. Elas protestavam contra as multas e detenções que sofriam e pelas mortes de colegas que não eram investigadas. Esse gesto foi uma ‘guerra contra o rufianismo’ atividade de quem tira proveito da prostituição alheia. Obtiveram apoio da população e foram reprimidas fortemente pela polícia, mas entraram para a história”, recorda Sueli Aparecida da Silva, socióloga e coordenadora Nacional da PMM.

“Nós queremos chamar atenção para este dia, não como um dia de celebração, de glamorização da prostituição, de confirmação da profissão de prostituta. Compreendemos que a prostituição é mais uma forma cruel de violência contra a mulher”, continua Sueli.

A partir da experiência cotidiana com mulheres em situação de prostituição, a PMM afirma que a grande maioria delas não o faz por opção. “A prostituição foi, de alguma forma, a única saída para um problema do momento. Envolve muitos fatores psicossociais e não pode ser considerada uma escolha livre”, diz a socióloga. Sueli afirma ainda que uma vez tendo conseguido deixar a prostituição, as mulheres fazem de tudo para não voltar a esse espaço.

Até que ponto a prostituição deve ser uma profissão regularizada é outra discussão na qual a PMM está inserida. O Projeto de Lei Nº 4.211, de 2012, de autoria do deputado federal Jean Wyllys, busca a regulamentação da prostituição, mas este não é o primeiro, outros já estiveram em tramitação, segundo a Pastoral.

“Sempre defendemos que a profissionalização não traz benefícios para a grande maioria das mulheres. Não é um trabalho como outro qualquer. A prostituição é resultado de um fenômeno social maior, não podendo ser caracterizada como um trabalho que dá dignidade ao ser humano”, assinala Sueli.

No Brasil, a prostituição não é crime, mas a indústria do sexo sim, ou seja, as casas de exploração não regulamentadas. “Ter um salário e a carteira assinada não garante que a mulher seja livre. Poderá ela ser obrigada a ser uma escrava sexual, tendo que cumprir com uma carga horária exaustiva ou ter um número de programas que vai além da condição física dela”, explica a socióloga.

Outras dificuldades foram apontadas, como a contratação da mulher, depois que ela resolver deixar a prostituição, o moralismo social e o desrespeito. “A maioria das mulheres evita que suas famílias e seus amigos saibam como estão vivendo”, continua a coordenadora da Pastoral, que trabalha em três frentes principais: com as mulheres que situação de prostituição; com o enfrentamento ao abuso e a exploração sexual ou comercial de crianças e adolescentes; e contra o tráfico de mulheres, crianças e adolescentes para fins de exploração sexual.

Assim, a chamada profissionalização da prostituição não iguala socialmente o papel das pessoas que estão se prostituindo ao dos trabalhadores de outras áreas. Sueli destaca que “usar da sexualidade para angariar recursos é uma forma de ferir a conduta de bons comportamentos sociais e isso põe as mulheres em condições exclusas socialmente. Na prostituição, a mulher não tem direito de ser pessoa, ela é sempre vista como a “puta”, a “prostituta”, a “sem vergonha”, a de “vida fácil” ou, religiosamente falando, “a pecadora”, mas nunca como mulher”.

Direto com elas ???

A PMM atua diretamente com as mulheres que estão em situação de prostituição, realiza contatos semanais, visitas em praças, ruas, boates, hotéis e outros lugares em que elas se encontram. Promove ainda a acolhida nas sedes das equipes base da PMM. A orientação e encaminhamento das mulheres para a profissionalização por meio de capacitação pessoal e profissional tendo como base a economia solidária e geração de renda também é uma frente de atuação da Pastoral. Indiretamente, a Pastoral trabalha a sensibilização social sobre a realidade da mulher na prostituição, no enfrentamento ao tráfico de pessoas para fins de exploração sexual e contra ao abuso e exploração de crianças e adolescentes.

Depoimentos

“Fui violentada por meu tio para ter o que comer. Eu morava na casa dele, quando minha tia saía, ele me obrigava a fazer sexo com ele. Eu tinha nove anos. Depois vim pra rua. Tinha 16 anos, um cliente me levou para casa dele, chamou seis homens e disse que podiam fazer o que eles quisessem, porque eu era p… mesmo. Eles fizeram tudo comigo. Eu estava grávida e perdi o bebê, até hoje dói muito lembrar.” (Raquel, 29 anos)

“Fui parar na Luz e, naquele tempo, tinha um plano de higienização. Os policiais me levaram várias vezes para o xadrez, com acusação de “vadiagem”. Lá, colocavam a gente para varrer, limpar. De vez em quando, um policial engraçadinho abusava da gente, às vezes, soltava a gente depois disso. Mas ele sempre chegava dizendo que era p… mesmo. Um dia, um policial me violentou com um cassetete. Quase morri de dor.” (Celiane, ex-prostituta)

“Eu morei num bordel em que a dona era muito ruim. Ela só queria o dinheiro da gente. Não podíamos parar com os programas nem quando estávamos menstruadas. Quando eu estava menstruada, ela me dava um rolo de algodão. Tinha uma menina que morava nessa casa e ela bebia muito. Quando estava bêbada, a cafetina colocava dois clientes no quarto com ela. Recebia o dinheiro e não dava nada para a menina.” (Cris, 26 anos)

“Eu nunca me apresentei como prostituta. Fiquei seis anos na Luz. Minha família nunca soube, pode ser que desconfiava, mas se me perguntarem, vou negar até a morte. Nunca sofri violência. Estar na prostituição já é violência. Entregar a intimidade por dinheiro é muito violento. Nunca vesti roupa curta, ia trabalhar com camiseta e calça jeans. Mas todo mundo associa a prostituição com a falta de vergonha e caráter.” (Carina, 37 anos)

IGOR HUNSAKER.

 

Vítima do tráfico de mulheres busca ‘vida fácil’ ???

Elas nutrem a esperança de sair do lugar pobre ou miserável em que vive e ir para um local melhor, onde seus sonhos serão realizados. Embarca, por isso, numa promessa, mas descobre ter sido enganada. É trancafiada e explorada.

Essa mulher, vítima do tráfico de pessoas, iludiu-se porque buscava uma “vida fácil”, na opinião de 55% dos brasileiros.

A noção de que a vítima do tráfico humano tem uma parcela de culpa pelo crime é respaldada pela metade da população do país, como mostra a pesquisa “Percepção da Sociedade Sobre o Tráfico de Mulheres.

O cenário, para o brasileiro, é real: 96% dos ouvidas acreditam que existe tráfico de mulheres no Brasil. Para 82%, o crime acontece em sua própria cidade. Outros 16% declararam conhecer alguma vítima, mesmo que só de “ouvir falar”.

“Essa ‘vida fácil’ é um indicativo do quanto as pessoas associam a ideia do tráfico à da prostituição. Todas as pessoas em situação de tráfico sonham com um vida melhor.

A pesquisa, feita em oito capitais do país, mostra que a primeira ideia que vem à cabeça dos brasileiros quando se fala em tráfico de mulheres é justamente a da prostituição: 12% citaram a palavra. O Datafolha ouviu 1.585 pessoas entre os dias 26 e 28 de abril, em Belém, Fortaleza, Natal, Goiânia, Belo Horizonte, São Paulo, Rio e Florianópolis.

A prostituição também é a mais citada quando se pergunta “o que é o tráfico de mulheres?”. Foi a resposta dada por 31% dos entrevistados, seguida por tráfico de pessoas (30%), desrespeito (26%) e escravidão (25%).

“É um tema muito novo, que vem sendo discutido há pouco tempo. Entrou na agenda da ONU só no ano 2000, quando houve uma conferência em Palermo [Itália]. O Brasil assinou esse protocolo só em 2004”, conta Vera Vieira, diretora executiva da Associação Mulheres pela Paz.

OLHAR PRECONCEITUOSO

Para 43%, o tráfico acontece com consentimento da vítima. “Ter o consentimento não significa que a vítima está de acordo com o fato de sofrer abusos. Acaba sendo um olhar preconceituoso, estigmatizado, da mesma forma que se tem em relação à vítima da violência doméstica. É a mesma lógica patriarcal e machista”, afirma Vera.

Para ela, existe uma confusão entre tráfico de mulheres, contrabando de migrantes e prostituição com exploração sexual, sendo que a mídia, ao misturar esses conceitos, contribui para culpabilizar a vítima. Segundo a pesquisa, 66% concordam com essa visão: a cobertura da imprensa sobre o tráfico de mulheres tem viés criminal. Para 87%, falta informação sobre o tema.

Para configurar o tráfico humano, é preciso haver recrutamento, transporte e alojamento de pessoas por meio de coerção, violência e cárcere privado, com a finalidade de explorar a vítima pela prostituição ou pelo trabalho, por exemplo.

Os casos são subnotificados. “O tráfico de pessoas ainda é um fenômeno invisível”, afirma Cláudia Luna. Segundo o último “Relatório Nacional Sobre Tráfico de Pessoas”, de 2013, organizado pelo Ministério da Justiça, foram registrados, entre 2005 e 2013, 545 casos no DAC (Divisão de Assistência Consular), do Ministério das Relações Exteriores. Do total, 70% foram tráfico para exploração sexual, e 30% para trabalho escravo.

De acordo com Vera Vieira, 83% das vítimas do tráfico de pessoas são mulheres para fins de exploração sexual. “Você acaba caindo nessa construção de colocar a mulher na posição de objeto que está à venda, o que a gente chama melhor de ‘coisificação feminina’. As vítimas são jovens, entre os 18 e os 29 anos, pobres e têm baixa escolaridade, normalmente”, afirma.

Segundo ela, o tráfico de mulheres está dentro do “espectro da violência contra a mulher”. “Essa violência vem da desigualdade de gênero, essa construção milenar que coloca a mulher em condição de subordinação em relação ao homem. Isso não é papo de feminista, as pesquisas mostram isso.” A ideia de que mulheres e crianças são as principais vítimas do tráfico de pessoas é confirmada por 68% dos entrevistados.

SERVIÇOS

Mais da metade da população brasileira diz conhecer os serviços de ajuda às vitimas do tráfico de mulheres. Os números de atendimento telefônico como o 190 e o 180 são conhecidos por 89% e 54% dos entrevistados, respectivamente. O apoio do governo, porém, é considerado ruim ou péssimo por 66%.

Para Dalila Figueiredo, que preside a Asbrad (Associação Brasileira de Defesa da Mulher), ONG responsável, ainda no final dos anos 1990, pelo primeiro posto avançado de atendimento humanizado a vítimas de tráfico humano no Aeroporto Internacional de Guarulhos, os serviços precisam ser “fortalecidos”.

“Eu tenho receio de retrocesso, não só do ponto de vista político. As ONGs estão em dificuldade, muitas delas, precursoras, já fecharam as portas. Nós temos várias barreiras para superar, sob pena de que aquilo que foi construído até agora se perca”, afirma.

Segundo ela, o posto do aeroporto de Guarulhos, mantido apenas pela prefeitura da cidade, deveria ter financiamento dos governos estadual e federal. “Não pode recair todo o encargo para o município. Nossa política pública é para o mundo. Além disso, Guarulhos requer com urgência um centro de imigrações e um de acolhimento, que é algo que a gente defende há muitos anos. Toda vítima de tráfico é um migrante.”

Os dados da pesquisa Datafolha serão apresentados nesta sexta-feira (29), em evento da Associação Mulheres Pela Paz, em São Paulo.

 

IGOR HUNSAKER

A SANTA QUE BRINCOU DE PUTA… (Paciente 8394)

É normal que após mais de 10 anos de casamento o relacionamento sexual esfrie. Por isso, quando meu marido me convidou a ir à um night club com ele, minha libido acendeu de imediato.
Apesar do receio, ou do medo pelo desconhecido, ele me tranquilizou dizendo que a boate tinha muitos seguranças para garantir a ordem e que eu não deveria me preocupar com isso.
Não sei por que, mas à medida que ia chegando a hora de irmos, mais excitada eu ficava.
Quase que inconscientemente acho que eu ficava imaginando se eu despertaria desejos naqueles homens que frequentam esses lugares. Acho que foi por isso que decidi usar um vestido ao invés de calça comprida. Coloquei um vestido bem leve, afinal era verão, com decote discreto mas que não cobria meus joelhos, deixando assim uma pequena visão das minhas coxas à mostra.
A boate ficava ao lado da Praça Roosevelt e era considerada uma das melhores do gênero em São Paulo. Muitos homens na entrada, curiosamente bem vestidos e algumas garotas de programa descendo de táxis e entrando no salão.

Apesar de alguma aglomeração na entrada, dentro da boate não havia muita gente. Um enorme palco com duas barras de ferro onde as strippers faziam suas danças, um vasto bar com banquinhos ao redor e mesas espalhadas ao longo do salão.

Meu marido procurou uma mesa mais afastada e quase sem nenhuma iluminação, que ficava encostada num sofá que cobria quase que toda a lateral da boate.
Sentamos no sofá onde podíamos apreciar os shows de sexo explícito e os strip-teases das prostitutas da casa.
Naquela altura, só de ver os casais transando no palco eu já estava encharcada. Bebi até o whisky que meu marido pediu pra disfarçar meu nervosismo.
Era muito difícil enxergar até os casais mais próximos da gente, de tanta penumbra. Meu marido às vezes beijava meus seios e eu nem precisava me preocupar se alguém estava vendo.

Mas a aventura maior começou quando senti vontade de fazer xixi.
Meu marido me acompanhou até a proximidade do toilet e ficou me esperando.
Quando sai do banheiro um homem, por volta dos seus 40 anos, elegantemente vestido e bonitão me abordou e foi logo perguntando quanto eu cobrava por uma transa.

Minha primeira reação foi de choque, mas depois percebi que aquilo deveria ser normal, afinal estávamos em uma boate de prostitutas.
Relaxei, ri nervosamente, e disse que eu não era uma puta e que estava ali com meu marido apenas para apreciar o show.
Para minha surpresa ele respondeu:

– Que pena! Pela primeira vez eu ia gostar que uma mulher bonita e gostosa como você fosse uma puta! – ele falou isso e riu gostosamente.
Claro que eu também ri e fiquei toda orgulhosa pelo elogio.
Fiz menção de continuar andando em direção ao meu marido mas ele me segurou pelo braço e pediu:
– Um beijo pelo menos?
– Claro que não! – respondi tentando escapar dele.
Mas assim mesmo ele me abraçou e procurou minha boca. Eu apenas desviei e ele beijou meu rosto e meu pescoço.
De novo me virei e continuei andando e de novo ele me segurou, dessa vez pela cintura e me puxou contra seu corpo.
Na hora senti seu membro duro encostando em minhas nádegas, enquanto ele falava no meu ouvido:
– Você é uma mulher muito gostosa!! Se topar eu pago o preço que você quiser…
Ele falava e roçava sua barba rala em meu pescoço e me fazia arrepiar de tesão.
Naquela altura eu estava realizada. Pelo desejo que eu provocava em outro homem e pelo corpo dele me apertando e suas mãos me acariciando.
Confesso que senti muito tesão.
Consegui me livrar dele e me encontrei com meu marido.
No caminho para nossa mesa eu contei o que aconteceu e meu marido sorriu e perguntou se eu tinha gostado. Fui franca e respondi que sim.
Continuamos bebendo e naquela altura eu já estava meio altinha quando o cara me aparece na nossa frente.
Gelei na hora. Ele calmamente se sentou na cadeira, perto da gente, e disse ao meu marido:
– Só vim checar se ela não é mesmo uma garota de programa. Sua esposa é muito bonita. Você está de parabéns.
Meu marido riu e respondeu:
– Obrigado pelo elogio a ela. Ela me contou o que aconteceu e disse que gostou muito. Acho até que ela se arrependeu de não tê-lo beijado!
Não acreditei que meu marido estava dizendo aquilo. Um frio percorreu minha espinha e eu fiquei realmente assustada. E o cara falou:
– Mas se você permitir posso beijá-la agora!! – o homem falou.
Meu marido me olhou com cara de safado e perguntou se eu queria.
Juro que eu não sabia o que responder. Após uns segundos de hesitação meu marido voltou a perguntar se eu queria e dessa vez eu criei coragem e respondi:

– Por que não? – falei finalmente.
O cara então ficou em pé, segurou minhas mãos para me ajudar a ficar em pé, me abraçou e me beijou loucamente. Sua língua procurava desesperadamente a minha, suas mãos percorriam meu corpo me fazendo tremer de prazer, suas coxas no meio das minhas roçando minha bucetinha me deixava em brasa.
Logo ele segurou meu braço e conduziu minha mão para sentir seu pau duro por dentro de sua calça. Eu apertei e senti um membro grosso pulsando na minha mão enquanto ele passava a mão na minha bunda por cima do meu vestido, bem na cara do meu marido. Naquela altura eu já estava delirando de tanto tesão.
E o descarado então perguntou ao meu marido:
– Ela pode também dar uma chupadinha no meu pau?
De novo eu não acreditei que aquilo estava acontecendo. Muito menos quando meu marido me perguntou:
– Você quer, Claudinha? Chupar o pau dele?
Nem respondi. Me sentei no sofá e abri o zíper dele, coloquei seu pauzão pra fora e comecei a mamar feito uma putinha mesmo. Eu estava bêbada e descontrolada com o tesão. Meu marido sentado do meu lado e eu chupando a pica de outro homem!!!
Chupei gostoso. Nunca tinha experimentado outro pau na minha boca.
Quando senti que ele estava prestes a gozar ele pediu ao meu marido:
– Posso meter na bucetinha dela?
Meu marido respondeu:
– Pergunte a ela.
E ele me perguntou.
Me virei para meu marido e quase supliquei:
– Você deixa, amor?
Ele consentiu com a cabeça mas tirou uma camisinha do bolso e me deu. Quando comecei a colocar no pau do cara meu marido sugeriu que eu devia colocar com a boca. E foi o que fiz.
Me ajoelhei no sofá, bem ao lado do meu corninho, o cara levantou meu vestido, colocou minha calcinha de lado e atolou seu pau na minha buceta.
Delirei de tesão. Eu sentia cada centímetro daquela pica gostosa na minha buceta. Gemi feito cadelinha e meu marido assistindo tudo bem do meu lado.
Ele socou forte seu cacete na minha xaninha até eu explodir num gozo irresistível.
Foi uma delícia.
O cara então tirou seu pau da minha buceta, tirou a camisinha e me mandou chupar.
Claro que logo depois engoli uma enorme quantidade de porra que saiu de seu cacete.
Quando olhei para o lado vi que meu marido tinha se masturbado e se lambuzado todo também.
Até hoje não sei nada sobre o cara. Nem nome, endereço ou qualquer outra coisa. Só sei que ele me comeu com muita competência e foi uma delícia.
Meu marido até já está programando uma nova visita à boate.

HUNSAKER.

 

 

A SANTA PROFISSIONAL … (Paciente 4437)

O relógio marcava 6h30 de uma quarta-feira, quando Cláudia acordou. Disposta, apesar de ter dormido apenas quatro horas, tomou café e foi caminhar na praia. Ao retornar, foi malhar em uma academia do bairro acompanhada de um personal trainer. Cláudia é loira, tem 1,60m de altura e 52 quilos, um corpo que atrai olhares. O cuidado com o corpo é essencial para sua profissão. Mesmo com 25 anos, sabe que o tempo castiga a beleza. Às dez horas, tinha o primeiro cliente do dia. Caprichou na produção: Como garota de programa de alto nível, a exigência do mercado é grande.

Ao cobrar quatrocentos reais por uma hora e meia de prazer, doa não só a carne, mas toda uma simbologia em torno da parceira ideal em uma alcova – solícita, higiênica e devassa. A rotina luxuriante prosseguiria em uma nova seção marcada para 13h10. “É o horário do cara casado, que marca com antecedência no hora do almoço”. A clientela inclui políticos e empresários, gente bem conhecida na cidade de Natal. Os quase três anos de experiência ensinaram-na a detectar perigo. A conversa por telefone é a primeira forma de triagem, uma etapa que clientes assíduos já venceram. Sair com estrangeiros está fora de questão por uma questão prática. Segundo Cláudia, eles se apaixonam facilmente.

Aos dezessete anos arriscou a sorte do outro lado do Atlântico, em Castelldefels, na Espanha, onde foi dançarina de boate e depois saiu para casar com um espanhol. Foram cinco anos de turbulências que aumentaram após a separação. Ele a largou, com duas crianças, para viver com outra mulher. No retorno a Natal, entrou para o mercado da prostituição de luxo e se acostumou com um determinado padrão de vida. Ela fatura entre R$ 15 mil e R$ 20 mil por mês. Em período de alta, chega a tirar uns R$ 28 mil. No primeiro ano, torrava tudo com o dinheiro que chegava rápido. Gastava tudo em shoppings com roupas, jóias, bolsas, sapatos. Agora, esperta, poupa para montar o próprio negócio no futuro.

Com segundo grau incompleto, nem pensou duas vezes em trocar a rotina de ‘ralar o mês toda para ganhar um salário mínimo’ pela cama alheia. Seu palio 2009 foi presente de um empresário local. Elas e as colegas de ofício, como relata, atuam também como mãe, amiga e psicóloga, oferecendo mais que o ombro amigo para longas conversas e desabafos. Entre opiniões sobre a dificuldade de homens e mulheres se encontrarem na intimidade, especialmente os casados, ela conta que viveu uma história com um deus grego, lindo, que poderia ter qualquer mulher que quisesse. Mas assim que entramos no quarto, ele disse que o papel seria invertido. Sessenta por cento dos homens que a procuram são gays, segundo sua própria estatística. Tudo bem, ela topa tudo. Ou quase isso. Afinal, segundo afirma, o incomum é o que seduz no sexo – mas tudo tem um preço, para transar com mais de uma pessoa cobra R$ 700,00, e se o fôlego do cliente permitir, R$ 1 mil garante uma noite de fornicação.

“Mas não consigo fazer mais de quatro vezes por dia”.

É claro que toda história de prazer e luxúria tem seu lado B, como admite a garota de programa. Homem armado, violento e agressivo, por exemplo, não é incomum. Sem relacionamento afetivo desde a separação, há mais de três anos, confessa carência, sobretudo quando é tratada com desprezo. Cláudia conclui revelando planos para o médio prazo. Planeja abrir um salão de beleza e uma academia de ginástica. Quer estudar, mas confessa que, quando parar, vai sentir falta da vida de puta de luxo.

IGOR HUNSAKER. 

 

SANTAS E SUAS DUPLA PERSONALIDADE… (Pacientes 85746; 73839; 2563)

A vida dupla das garotas de programa de luxo

A minissérie “Felizes para Sempre?” despertou a curiosidade sobre o universo das prostitutas de luxo. A seguir, três mulheres que circulam pelo ambiente universitário revelam o que as levou a largar empregos socialmente aceitos para fazer do sexo a sua profissão, como lidam com as consequências e como convivem com o medo de serem descobertas

Enquanto o Brasil acompanhava, entre o espanto e a curiosidade, a trama de sedução encarnada pela acompanhante de luxo vivida pela atriz Paolla Oliveira na minissérie global Felizes para Sempre?, a gaúcha Clarice, 28 anos, “super se identificava” com Danny Bond. Malu, 24, perdia as cenas porque estava trabalhando naquele horário. E Paty Luxury, 25, assistia a desenhos da Peppa Pig com a filha pequena, que ignora o que a mãe faz durante as tardes.

As três são acompanhantes de alto nível no Rio de Janeiro, onde levam uma vida dupla. Como a personagem de Paolla, inventam nomes, criam desculpas para explicar mudanças na rotina, enfrentam dilemas cotidianos para esconder o segredo da família e dos namorados. Não é de praxe ganharem R$ 4 mil por hora, como no enredo ambientado em Brasília, mas recebem o suficiente para causar inveja nos trabalhadores assalariados.

Clarice – o pseudônimo homenageia a escritora Clarice Lispector – faz doutorado em uma prestigiada universidade. Chegou a ganhar R$ 20 mil por mês fazendo programas. Quando a cidade estava repleta de turistas da Copa, recebeu R$ 4 mil em um único encontro. Hoje tem um cliente exclusivo e ensaia nova vida.

Clarice: já andou de jatinho, já encarou pedófilo
Paty: à tarde com clientes, à noite com a filha
Malu: fotos vazadas na web, ameaças e chantagens

Paty, que já trabalhou na UTI neonatal de um dos mais tradicionais hospitais , concilia os estudos acadêmicos com programas regulares. Os amigos que a seguem pela internet estão acostumados a encontrar ali fotos de criança, churrascos em família, frases religiosas. As informações ajudam a reforçar a imagem recatada da mãe exemplar. E também a afugentar suspeitas sobre as atividades que a universitária de sorriso meigo e óculos de grau esconde.

– Eu sou totalmente diferente da ideia que as pessoas fazem de uma garota de programa. Saio na rua e ninguém desconfia que eu possa ser uma, pelo jeito que eu me visto, converso. Chovem garotas de programa por aí e ninguém desconfia. É impossível hoje tu apontar e dizer quem é – garante.

Como na minissérie, o glamour e o risco caminham juntos. Ao mesmo tempo em que passa finais de semana em hotéis luxuosos da Serra tomando espumante com turistas estrangeiros, a universitária Malu convive com o medo de que sua vida paralela venha à tona. Enfrenta ameaças de um casal de cafetões.  Ressentidos pelo seu abandono ao serviço que administravam, os antigos chefes enviaram a seus familiares fotos em que ela aparece nua – e desde então Malu se desdobra para desmentir os comentários que se espalharam pela cidade de menos de 20 mil habitantes onde cresceu e ganhou concurso de beleza.

– No início, parece que não vai dar nada, que ninguém vai descobrir.

Mas uma hora a bolha estoura.

Fico pensando: até onde eu vou?

IGOR HUNSAKER.

Espiritualidade e sensualidade, juntas, podem intensificar o contato amoroso. 

Nos rituais tântricos, a decoração e a ambientação sempre são feitas visando um maior contato com a espiritualidade ou a união entre os parceiros.

As cores, os odores, os tecidos, a luz das velas, tudo é preparado para combinar o sensual com o espiritual.

Essa combinação pode mudar a qualidade do encontro amoroso, aumentando a sensibilidade dos sentidos e intensificando o prazer.

Dicas para a sensualidade de seu Natal…

1.       Decore seu quarto de forma sensual, aconchegante e relaxante.

2.       Façam de sua cama um “templo” o ambiente de sua cama deverá incluir travesseiros extras, lençóis macios e gostosos para lembrá-los e convidá-los a ficar mais tempo nela.

3.       A luz é muito importante. A tonalidade âmbar é a mais indicada para criar um ambiente gostoso e sensual.

4.       Proponha um banho juntos e crie um pequeno ritual amoroso, lavando o corpo todo um do outro com reverência e sensualidade.

5.       Pequenos rituais nos ajudam a sentir gratidão por nosso(a) parceiro(a) e pela vida.  Use algum óleo essencial. Veja aqui outros afrodisíacos que você pode usar. Criem seu próprio ritual.

6.       Use cores vermelhas. Você pode mudar a atmosfera de um ambiente simplesmente colocando um lenço grande e colorido sobre a luz. Se quiser, adicione um pouco de óleo essencial neste lenço, o efeito será ainda melhor.

7.       Música é preferência de cada um. Se os estilos musicais não combinarem, é melhor ficar em silêncio, pois uma música pode ser agradável para você mas não para ele ou ela. Na dúvida, pergunte.

8.       Para criar uma atmosfera de espiritualidade e sensualidade, antes de começarem as carícias sexuais, sentem-se na cama e olhem-se nos olhos, respirem profundamente pela barriga. Encarem-se de uma maneira relaxada por alguns minutos. Depois os parceiros colocam sua mão direita no coração e a mão esquerda sobre a mão do outro. Fiquem assim por mais uns dois minutos enquanto respiram e olham-se nos olhos.

9.       Seja intuitiva sobre o que você poderia fazer para que seu parceiro se sinta mais conectado no plano sexual e no reino espiritual.

10.   Quando você estiver tendo um orgasmo, agradeça a Existência pela abundância que você tem.

Quando você junta o físico com o não físico os dois se fundem e se tornam um.

IGOR HUNSAKER.

A SANTA POETISA… (Paciente 43543)

Como a noite descesse e eu me sentisse só,

só e desesperada diante dos horizontes que se fechavam,

gritei alto, bem alto: ó doce e incorruptível Aurora!

E vi logo que só as estrelas é que me entenderiam.

Era preciso esperar que o próprio passado desaparecesse,

ou então voltar à infância.

Onde, entretanto, quem me dissesse

ao coração trêmulo:

– É por aqui!

Onde, entretanto, quem me disesse

ao espírito cego:

– Renasceste: liberta-te!

Se eu estava só, só e desesperada,

por que gritar tão alto?

Por que não dizer baixinho, como quem reza:

– Ó doce e incorruptível Aurora…

se só as estrelas é que me entenderiam?

A SANTA EM SEU ANIVERSÁRIO DE CASAMENTO… (Paciente 77896)

Meu nome é Ellen e sou casada há 12 anos. Tenho um filho de 10 anos e um excelente marido.
Meu casamento sempre foi bom, mas últimamente tem caído na rotina.
Meu marido sabe satisfazer uma mulher, não tem preconceitos e é um cavalo na cama.
Sempre que quero ele está disposto, nunca negou fogo, mais acho que o tempo vinha desgastando nossa relação.
Um dia perguntei a ele se estava faltando alguma coisa, se havia alguma coisa que eu estava fazendo de errado, pois nossas tranzas estavam diminuindo. Antes eram 4 vezes por semana e de repente passou para 02 e até 01 vez somente na semana. Eu e meu marido éramos do tipo que tranzava-mos em tudo que era lugar. Na cozinha, no banheiro, no carro e por incrível que pareça, já tranzamos no estacionamento de um shopping. Sabíamos que havia câmeras, mais não conseguimos resisitir e acho até que por sabermos que estávamos sendo observados, aquilo nos deu mais tesão ainda.

Só que como já disse, o tesão estava acabando e o amor estava se transformando em amizade. Pareciamos 02 irmãos dentro de casa. Foi quando resolvi ter esta conversa com ele. Falei com ele que antigamente quando tranzávamos falávamos diversas fantasias no ouvido do outro. Lembro que a minha fantasia era tranzar com ele numa cachoeira, mais o que me deixava mais excitada na minha fantasia era saber que alguém podia chegar de repente e ver tudo. Já a fantasia dele era tranzar com 02 mulheres. Claro, que aquilo era só uma fantasia, eu até gostava de ouvir isso dele, mais nunca aceitei dividir meu marido com outra. Aquilo ficava só no nosso pensamento e mais nada. Durante a transa, quando ele falava isso no meu ouvido, eu gozava como uma louca, mais depois eu enfiava a unha nele, chamava ele de safado e dizia que ele podia tirar o cavalinho dele da chuva que isto nunca iria acontecer.

Durante a nossa conversa, cheguei a dizer a ele que toparia fazer qualquer coisa que melhora-se nossa relação. Ele começou a rir e disse que não era bem assim, e que eu estava falando besteira. Perguntei a ele qual era a besteira que eu estava falando e ele me lembrou da fantasia dele. De tranzar com 02 mulheres. Disse a ele que isso não era justo, pois a minha fantasia era nada diante da dele. Ele então começou a rir e me disse. Tá vendo? Fiquei puta da vida com ele e falei: E se fosse ao contrário? Vc gostaria de me ver com outro homem na cama? Aí ele ficou mudo e nada respondeu. Ficou em silêncio. Eu disse. Tá vendo?

Pimenta nos olhos dos outros é refresco. Pra sacanear ele, disse que só deixaria ele tranzar com outra mulher se ele me deixa-se tranzar com outro homem primeiro. Ficamos em silêncio e depois caímos na gargalhada. Nos abraçamos e começamos a nos beijar, logo estávamos excitados por causa daquela conversa e tranzamos gostoso como se fosse a nossa primeira vez. Há muito tempo que não tranzávamos assim. Foi bom demais. No fina, ficamos deitados e abraçados um com o outro e ele me disse que iria pensar no assunto, mais que não tinha nada garantido. Pois ele nunca imaginou eu com outro homem. Então eu lembrei a ele sobre a fantasia dele e que com certeza ele já devia ter sonhado comigo e com outra na cama. Começamos a rir novamente. perguntei a ele como seria a nossa tranza caso tivesse outra mulher em nosso meio. Qual a cena que mais excitava ele, qual a posição, essas coisas. A principio ele não queria falar, mais eu insisti e ele então disse que gostaria de me ver sendo chupada por outra mulher enquanto ele pegava ela por tráz. Perguntei a ele qual era o tipo de mulher que ele sonhava já que eu sou morena do cabelo curto.

Ele então me disse que sonhava com uma mulher loira de cabelão. Subi em cima dele e comecei a dar uns tapas na cara dele. (claro, de brincadeira né..rsrs). Falei até que iria comprar uma peruca loira. E começamos a rir novamente. De repente começamos a ficar excitados e subi em cima dele. Comecei a cavalgar no pau dele, rebolando bem devagarinho e fazendo aquela carinha de safada que ele gosta. De repente ele falou: e se eu deixasse vc dar para outro homem primeiro, o que vc faria com ele e como ele deveria ser. Ou seja, fez a mesma pergunta que eu fiz. Aquela pergunta me deixou mais excitada ainda, comecei então a rebolar mais ainda em cima do pau dele, subindo e descendo bem devagarinho. Mais eu não respondi. Ele perguntou de novo? O quê e como eu faria, ou o que eu quizesse que outro homem fizesse comigo. Não respondi nada mais uma vez, ele ficou me olhando com cara de tarado, peguei numa das mãos dele, trouxe até a minha boca e começei a chupar o dedo dele, sem falar nada.

Rebolava em cima do pau e chupava o dedo dele. Quanto mais ele me olhava, mais eu rebolava e chupava o dedo dele. Já que eu não falava nada Ele então me perguntou se era isso que eu queria. Rebolar no pau dele e chupar outro pau ao mesmo tempo. Aquela pergunta foi tão forte que continuei muda sem falar nada, coloquei mais um dedo dele na minha boca, enfiei tudo na minha boca e começei a rebolar mais ainda e gemer, quando percebi, estava gozando novamente, só que desta vez com mais intensidão ainda. Foi então que ele percebeu que aquilo havia mexido comigo de uma maneira diferente. Mais uma vez, gozamos feito loucos e depois fomos dormir abraçadinhos como um casal de namorados.

Passou uns 02 dias e estávamos no quarto deitados namorando. Ele então falou que tinha uma coisa para me mostrar. Perguntei o que era, ele então se levantou e ligou o computador. Abriu o email dele e me mostrou a foto de um pau. Era um picão enorme, devia ter uns 20cm. Comecei a rir e perguntei a ele o que significava aquilo. porque ele estava me mostrando aquela foto e de quem era aquele pau. Ele então me perguntou: É esse tipo de pau que você gostaria de chupar?? Mandei ele parar com aquela conversa, mais ele perguntou de novo.

É esse tipo de pau que você gostaria de chupar?? Pra sacanear ele, falei. è sim, bem grande e grosso. E quero que seja na sua frente seu safado. Falei assim porque pensei que ele estava de brincadeira, foi quando ele me disse: Se fosse pra melhorar nossa relação que ele também faria qualquer sacrifício. Mais que tínhamos que ter a certeza de que não iria passar daquilo e que o nosso amor se fortalece-se mais ainda.
Falou também que ele estava disposto realizar a minha primeiro, e que eu não esquece que depois teria que realizar a dele também. Começamos a nos beijar, caímos na cama e mandamos ver de novo. Nossa, a nossa tranza estava cada vez mais quente.

Como uma simples conversa sobre desejos pessoais é capaz de mudar as pessoas? Depois da tranza, deitamos abraçados novamente e perguntei a ele onde ele havia conseguido aquela foto. Ele me disse que havia entrado numas salas de bate papo lá no trabalho dele e começou a conversar com algumas pessoas. Disse que conheceu vários homens, mais que um em especial lhe chamou a atenção. Era um rapaz novo de 26 anos, noivo, bonito de rosto e corpo e não tinha tido nenhuma experiência do tipo com ninguém. Era exatamente como nós dois, não tinha nenhuma experiência. Ele contou ao rapaz sobre a nossa intenção, o rapaz estava num bairro próximo, combinaram de tomar um café juntos para se conhecerem e foram. Lá o rapaz falou que também tinha essa vontade de estar com um casal mais que nunca havia tido uma oportunidade. Que não tinha muita experiência no sexo, pois estava noivo há pouco tempo de uma menina e só haviam tranzado umas 05 vezes. Teve outras namoradas, mais que nunca havia rolado nada. Meu marido perguntou a ele então, se ele topava sair conosco, mais que ele teria que respeitar algumas regras.

Teria que ser educado, que não força-se nenhuma barra e que só faria o que minha esposa quize-se. Nada mais. Que aquilo também seria a nossa primeira vez e que se tudo corre-se bem, quem sabe poderia acontecer outras vezes. Mais que tudo iria depender dele. O rapaz então disse que ele poderia ficar tranquilo e que quando chega-se na hora e se minha esposa desisti-se e eu também que ele iria embora sem nada falar, que o que importava era o respeito mútuo e a amizade. Meu marido disse que iriam se falar novamente num outro dia e perguntou ao rapaz se ele poderia enviar uma foto do pau dele pelo email para me mostrar. E foi assim que começou a nossa aventura.

Passou-se uns 20 dias e estávamos tranzando quase que diarimente, sempre um falando besteira no ouvido do outro. Numa sexta feira, deixamos nosso filho na casa da minha mãe e fomos jantar num restaurante. Estávamos jantando quando de repente ele recebeu uma ligação de um amigo, disse onde estávamos e como o tal amigo estava perto pediu que fosse até nós. Para minha surpresa o tal amigo era o rapaz no qual ele havia conversado pela internet no bate papo. Fiquei pálida, não conseguia nem respirar. fiquei tão sem graça que mal olhava para o rapaz.

Meu marido nos apresentou normalmente, ele sentou na mesa, o papo foi desenrolando, sem tocar em nada daquele assunto. O rapaz falou sobre a vida dele, o noivado, falou do trabalho, no final estávamos os três rindo e contando piadas. Lá pelas 23:30hs nos despedimos e o rapaz foi super delicado e simpático. agradeceu pelo convite e foi embora. Pagamos a conta e fomos para o carro. Ao chegar no carro, dei uns tapas no meu marido, claro, rindo muito e disse a ele que ele era um safado e que eu não esperava por isso nunca. Ele então me perguntou se eu não havia gostado. Fiquei em siêncio, ele perguntou novamente e ele me disse que se eu não responde-se era porque eu havia gostado. Fiquei calada e ele percebeu que eu havia gostado e começou a rir. Fomos embora e mais uma vez tivemos uma noite inexquecível. Passou-se mais uns 20 dias e toda vez que tranzavamos ele falava no tal rapaz, dizia que um dia iria chamar o rapaz e queria ver o que eu iria fazer. Quanto mais ele falava, mais eu gozava. Passaram-se mais 02 semanas e mais uma vez deixamos nosso filho na minha mãe e fomos jantar fora, pois era o nosso aniversário de casamento. Durante o jantar, comecei a rir e num tom de brincadeira pergutei a ele. Não vai ligar para o seu amiguinho não? Ele começou a rir e ficou quieto.

Terminamos de jantar e fomos direto para um motel, afinal de contas, era nosso aniversário de casamento né. Tomamos um banho, abrimos uma champagne e começamos a tranzar. Eu estava deitada na cama de bruços e ele por cima de mim colocando na minha xotinha por tráz. De repente a campainha tocou, ele me pediu para continuar deitada e com os olhos fechados e disse que tinha preparado uma surpresa para mim. Achei que ele havia encomendado alguma coisa especial para comermos apesar de já termos jantado. Ele se levantou e foi atender a porta, Diminuiu a iluminação do quarto. Quando voltou, ficou parado na porta do quarto em silêncio, quando eu me virei e abri os olhos tomei aquele susto, o rapaz estava do lado dele. Fiquei pálida, estática, não acreditei que aquilo estava acontecendo comigo, tentei me cobrir com um lençol, mais ele havia jogado embaixo da cama. virei o rosto para o lado e fiquei em total silêncio, completamente nua em cima da cama, meu marido deitou-se em cima de mim e continuou colocando na minha xotinha e me disse que aquele era o meu presente e me lembrou que foi eu quem havia estimulado a idéia, portanto que eu fica-se quietinha e aproveita-se o momento. Enquanto meu marido ia metendo gostoso, o rapaz foi ao banheiro, tomou um banho e voltou totalmente nú.

Quando saiu do banheiro ví aquele homem parado na minha frente com aquele pau grosso e enorme. Eu já estava dominada completamente pelo tesão e pelo medo. Virei o rosto para o outro lado, quando meu marido saiu de cima de mim e o rapaz então deitou-se bem devagarinho e foi colocando aquele picão enorme na minha xoxota. Senti aquele pau enorme, pulsando dentro de mim. Fechei os olhos e comecei a gemer baixinho. Ele me puxou um pouquinho e empinou minha bundinha pra traáz e continuou socando na minha xotinha. Eu hurrava de prazer, mais não tinha coragem de olhar, nem para o rapaz, muito menos para o meu marido. Comecei a gozar e dei um grito alto de tanto tesão. O rapaz então se levantou, me puxou pelos braços, ví que meu marido estava sentado numa cadeira ao lado da cama me observando. Naquela altura eu não tinha mais o controle de nada. O rapaz me pôs de joelhos, me pegou pelos cabelos, olhou para mim e foi passando aquele picão enorme no meu rosto até que eu abri a boca e fui engolindo aquela pica enorme. Nunca havia xupado um pau daquele tamanho e daquela grossura.

Minha boca babava de tanto tesão. Eu podia sentir aquela cabeça vermelha pulsando como um coração, parecia que iria explodir. Depois de estar mamando por uns 10 minutos e sem forças para reagir a nada. Ele tirou o pau da boca, segurou pelos meus cabelos e foi tocando uma punheta próximo ao meu rosto mais sem me tocar. De repente ví aquele jato branco, jorrando daquela pica enorme em direção a cama. Mais uma vez fiquei paralizada, como uma estátua. Era muito leite que saia daquele pau. O rapaz sem falar nada, soltou meus cabelos, olhou para o meu marido, ambos deram um sorisso e o rapaz foi para o banheiro. Tomou banho, se vestiu e saiu sem nada falar. Nem ao menos se despediu, parece que tudo já estava combinado que fosse assim. Meu marido foi até a porta, trancou-a e voltou para o quarto. Sem falar-mos nada um para o outro tranzamos desesperadamente como nunca haviámos tranzado antes. Nem mesmo quando éramos namorados. O dia amanhaçeu e fomos embora para casa, fomos abraçados dentro do carro até em casa. Não tocamos no assunto até hoje. Não sei porque, mais estou cada vez mais apaixonada pelo meu marido e sinto o mesmo dele por mim. Todos os dias nos beijamos e nos abraçamos apaixonadamente, nunca mais durmimos sem estar abraçados.

Sei que estou devendo a fantasia dele, mais ele também não toca no assunto e eu fico quieta.

HUNSAKER

A SANTA E SEU “BRUTA MONTES”…(Paciente 21254)

Eu confesso que sou casada e conheci um homem casado faz uma 3 meses.

Esta rolando um clima ja um tempo, mas nenhum de nós  dois “chega junto”.

Olhares, risinhos…

Ontem de tarde, eu liguei para o trabalho dele e falei que estou afim dele, que tenho pensado nele, sentido a falta de ve-lo e conversar com ele.

Ele deu um risinho, e disse que hoje sabado a tarde vem na minha casa para fazer um serviço que tinhamos combinado fazer, mas ele estava sem tempo e eu como trabalho ttambém não estavamos conseguindo conciliar horarios.

O que você acha que vai acontecer???????????????????


O serviço é no meu quarto!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Eu confesso que estou muito carente, meu marido nao comparece como eu gostaria (é um “bruta montes”)

Eu to louca por ele, só de imaginar aquele homem lindo e gostoso me pegando, eu fico extremamente excitada, e sinceramente, se ele quiser, vou ser dele.

Nao quero nem saber….

Só tenho medo dos meus filhos e os filhos dele saberem.

Só isso, fora isso, to muito infeliz em meu casamento…

HUNSAKER.

AS SANTAS QUE PUBLICAM SEUS RELATOS…

Quer acabar com a saúde mental e emocional de um resenhista?
Leia os meus superconselhos para alcançar esse objetivo…
Eu sei, eu sei.
Se você, que é relabora, deve estar se perguntando o que você pode fazer para deixar a pessoa que vai resenhar seu relato, seu caso, puta da vida com você.
A angústia é gigante, há tantas maneiras de irritar… qual seria a mais adequada?
Como selecionar?
Existe uma sequência?
Bom, não se aflijam.
Hoje, eu só paro de escrever quando a lista estiver completa.

1) Exija que a resenha seja gratuita e fique ofendida se a resposta for “não”

O papel do resenhista é servir apenas A VOCÊ. Desta forma, mande um e-mail bem arrogante, deixando claro o privilégio que O RESENHISTA tem em tocar os dedos no precioso nenê gestado por você. Ofereça o privilégio como pagamento. No caso de haver recusa, faça como o Quico e não se misture com essa gentalha incapaz de reconhecer um Jabuti de Literatura à distância.

2) Pentelhe o resenhista todos os dias da vida dele, até ele infartar

A sua meta deve ser lembrá-lo todos os dias de sua resenha até ele escrever. Ou infartar e morrer. Nesse caso, se ele não tiver gostado, você ainda pode conquistar o benefício de não ter uma resenha negativa. Ou você pode ser mandado à merda. Pra quem gosta de adrenalina, é uma excelente opção.

3) Não agradeça

Quando um resenhista recebe dinheiro, ele está sendo pago. Portanto, “obrigado” está fora de cogitação. Se não for pago, lembre-se de usar a estratégia de oferecer o privilégio da leitura no lugar de golpinhos (oba minhas etc.) e ignore que resenha gratuita é uma gentileza e não uma obrigação. Inclusive, use a seguinte frase “O universo gira em torno do meu livro”.

É digno de Nobel.

Alô, Suécia!

4) Não aceite a opinião e o difame

Caso você seja pega de surpresa por uma resenha negativa, não sofra e nem tente avaliar se há aspectos a serem construídos na sua obra a partir do ponto de vista do crítico. Você está pronta, seu filho é lindo e o resenhista é feio, bobo, chato e cara de melão. Diga isso pras pessoas. Confirme que aquele crítico/site/portal/mundo se aproveitam de sua nobreza. Mesmo que não consiga difamar ninguém, pode acabar gerando atenção para o seu livro e engando a galera que gosta da treta, fazendo-a comprar algo que pode nem ser tão bom.

Não há publicidade ruim, certo?

5) Diga coisas como “O pessoal da Folha não faria isso”

Diminua as pessoas. Diga “Isso que dá pedir pra gente pequena fazer as coisas”. Ofenda os resenhistas, chamando-os de descompromissados e lentos. Coloque-se como Hemingway e coloque os críticos como se fossem crianças se alfabetizando. É um comportamento bastante generoso, cortês e, com certeza, profissional.

***

Espero que as dicas tenham sido úteis.

Apenas após, como resenhista, ter vivido cada uma delas, fui capaz de elaborar este guia.

Longe de mim me colocar como a voz da verdade, o caminho da luz e da vida.

Mas, de verdade, se tem crítico chato por aí, pode ter certeza que também existe uma leva de autores pomposos e arrogantes, prontos para tornar a vida de qualquer resenhista uma sucursal do inferno.

No mau sentido, não no inferno das festas e tal.

IGOR HUNSAKER.

A SANTA E O MAL DOTADO… (Paciente 5267)

Eu confesso que tenho um namorado há 4 anos.

Ele é maravilhoso e faz tudo para me agradar.

Mas não sinto nada quando estamos tendo relação.

A natureza não foi muito generosa com ele…

Finjo para não magoá-lo e me sinto mal.

Falar não vai adiantar, não é culpa dele.

Penso em traí-lo constantemente, afinal, sou mulher, tenho minhas necessidades físicas e biológicas.

O que pensa a respeito?

HUNSAKER