PACIENTE 6720.C

TERCEIRA CONSULTA

Quando acordei, senti como se minha cabeça estivesse partida em duas, levei a mão e percebi uma faixa em torno de minha testa. Tinha me machucado muito mais do que pensei e o homem me fez aquele curativo. Estava deitada, ainda sem roupas, em uma cama larga e macia e num quarto guarnecido com móveis que demonstravam bom gosto e com a luz do dia filtrada por uma janelona com belas cortinas. Não vi o homem. Fiquei intrigada por estar ali, usufruindo de um inesperado conforto.

Fiquei deitada, sem coragem para me levantar e aproveitando a suavidade do colchão para recuperar o meu corpo tão judiado e esperando que a dor em minha cabeça diminuísse. Com o silêncio reinante e com o passar do tempo, mesmo sem perceber, adormeci.

Acordei me sentindo incomodada por algo e então o vi, sentado sobre a cama, olhando minha nudez com tanto desejos, que fiquei até com medo dele. O seu olhar me deu enorme temor e quase que inconscientemente, levei as mão para esconder minha grutinha, exposta a sua gula. Sei que foi pura bobagem, pois ele até já me tinha depilado e me apreciado toda aberta, lá no outro local. Mas foi um ato reflexo de puro pudor. A luz do dia já sumira e o quarto estava iluminado por muitas lâmpadas.

O homem riu de mim e disse que tinha se ausentado por muitas horas porque decidira libertar todas as outras “escravas” presas no porão, até a 13, minha amiga Zenaide. fiquei olhando para ele não acreditando muito do que ele estava falando e perguntei por que não me libertou também.

– Você não, 12, pois eu a quero como a única escrava. Foi por esta razão que decidi liberar todas as outras. Não sei qual a razão, mas me apaixonei perdidamente por você e a quero para mim. Daqui em diante você será a única que me dará prazer. Viverá aqui comigo, com todo o luxo que possa lhe fornecer, mas em troca quero que sejas minha escrava, sem nenhuma reserva, que tenhas na cabecinha de merda que daqui em diante tua única obrigação é me dar prazer e mesmo quando estiver te surrando deverás me agradecer por isso. Tu não será mais a 12, pois vou te batizar de “Escrava” e para você, serei apenas, “Meu Senhor”.

Naquele momento não tinha consciência que jamais veria novamente, meu pai, Zenaide ou qualquer outra pessoa novamente, por muitos e muitos anos e que tudo que ele estava falando, se tornaria o meu inquestionável futuro, por anos a fios.

Fiquei por alguns minutos sem ação, não sabendo como agir nesta nova situação que me encontrava. Até que tomei coragem e lhe falei:

– “Meu Senhor”, eu sou virgem, nunca fiz sexo.

– Isso é um dos motivos que a escolhi para ser minha “Escrava”. tu além de ser pura é de uma beleza impressionante. Não sei que sabes, mas teu corpo, tua bunda, seus seios e toda você é gostosa. Quero ser o primeiro homem e único em tua vida. Te encontrar foi um presente do capeta para mim. Virgem, 15 anos, inocente, com um corpo diabolicamente saboroso, idiota e covarde ao extremo; é tudo que necessito para te transformar em apenas um pedaço de carne para me dar prazer.

Tudo isso era por demais fantástico, não podia estar acontecendo comigo, mas era real, não era pesadelo. Ainda tentei me esquivar quando ele veio e se deitou por cima de mim. Mas ele como um polvo, com mil tentáculos me segurava sob a cama, beijando, lambendo e chupando cada pedacinho de mim. Ele é grande e pesadão e eu senti as inutilidade de tentar o evitar e então fiquei passiva enquanto ele me lambujava com sua saliva.

Ele não agia com violência e nem me machucava, mas não me deixava livre de sua desvairada paixão nem por um segundo. Podia sentir sua boca e língua dentro de minhas orelhas, na minha boca, chupando meus seios e passeando no meu anel anal e nos meus lábios vaginais.

Eu posso ser pura, virgem, mas não sou fria, não sou feita de gelo e já tinha experimentado ficar excitada com o desejos incestuosos por meu pai, mas agora era tudo diferente. O homem, um sequestrador em série, o miserável, sádico e cruel estuprador estava me deixando alucinada de tesão e em pouco tempo, ele me fez gemer de prazer totalmente fora do meu eixo.

Entretanto quando colocou entre os seus lábios o meu pequeno clitóris eu me desliguei totalmente do meu mundo e nada mais me interessava a não ser o prazer que ele estava me proporcionando. Minhas mãos voaram para sua cabeça a puxando para dentro de mim e minhas pernas envolveram sua cintura e comecei a berrar envolvida por aterrorizadores orgasmos múltiplos, o filho da puta, experiente e covarde, continuava com a boca dentro de mim, me chupando e bolindo o meu ponto máximo do prazer. E para me torturar ainda mais, dois dedos não parava de massagear as paredes do meu ânus.

Isso ele fez com prazer sádico, o canalha, por quase quinze minutos, eu acho. E quando ainda estava no mundo da lua, ele subiu pelo meu corpo e sua boca melada de meus fluidos, beijou a minha e com igual paixão, correspondi ao seu beijo e pude perceber a cabeça enorme de seu membro penetrar entre os meus lábios lá embaixo. E vibrei ao o sentir ir me penetrando e quando o hímen foi rompido e todo o colosso me invadiu, o prazer que me dominava era tão intenso que suplantou a dor. Ele estava todo dentro de mim em loucos e demorados movimentos de entra e sai. E eu o queria mais e mais e quando senti os jatos de sua ejaculação, explodi no mesmo instante e mordi os ombros dele, deixando marcas dos meus dentes na sua carne.

A noite já avançava e eu exausta ao máximo dormitava com ele em conchinha com as mãos em volta de meus seios e o membro semimorto entre as polpas de minha bunda. Minha mente queria que eu descansasse , mas o corpo ainda vibrava e o sentindo quente entre a polpas de minhas nádegas, comecei a mover os músculos o apertando entre minhas carnes, com isso o gigante foi crescendo e quando o senti enorme lá embaixo, me movi e encaixei a glande no meio do anel anal e com um movimento de minhas cadeiras, o fiz me penetrar por inteiro no meu reto. Ele entrou no meu rabo com facilidade, pois eu já estava com o canal anal devidamente dilatado, pelo enorme membro artificial que ele enterrou em mim por horas.

Colaborei quando ele se moveu e se posicionou por inteiro deitado por cima de mim e eu vibrei com o seu peso me esmagando contra o colchão e se movendo como um pistão dentro de mim. Não demorou muito e ele encheu o meu rabo de sua porra e eu gozei pelo cu, sem nem saber que isso era possível.

Confesso que não sei o que estava acontecendo comigo, mas só então, depois de sentir o último dos vários orgasmos daquela noite é que me acalmei e voltei ao meu normal, mas nem pude sair da cama como pretendi, pois o sujeito, ficou por cima de mim, com o membro já fora de meu rabo, entre minha coxas, agora já dormindo.

Assim, submissa a ele, de uma forma diferente, pelo prazer do sexo violento, os dias foram transcorrendo e muitas noites por semanas ele vem e fazemos sexo total e com o tempo eu até aceitei fazer oral nele. Ele me ensinou tudo a respeito da arte do sexo. Não era mais uma bobinha, agora eu o desejava com todas as forças do meu ser. Bastava ele me chamar…. “Escrava, aqui… rápido” e, eu corria já sem roupas…estou indo, estou indo meu Senhor.

Não era mais Fernanda a adolescente, mais a escrava do meu senhor. Juro que não sei por que me sentia assim, pois com o tempo passei a viver livre na sua mansão e tive inúmeras oportunidades de ir embora, mas não me senti com vontade para isso. Mesmo quando não estava por perto, eu sentia que uma corrente invisível me prendia a ele. Uma fome de sexo me dominava por inteiro e o prazer ainda era maior quando Meu Senhor, me surrava antes, depois ou durante a ação sexual.

Desta forma as semanas, os meses e os anos foram passando e eu como um passarinho numa gaiola dourada, não sabia mais como voar livre pelo mundo.

Me tornei sua escrava pelo sexo. Apesar de ele ser quarenta e cinco anos mais velho que eu. Tenho a certeza que ser sua escrava foi a melhor coisa que poderia me acontecer na vida. Mas agora, antevejo dias ruins pela frente, pois estou com trinta e três anos e Meu Senhor, com setenta e oito, está muito doente e não tem mais condições de fazer sexo comigo com a mesma frequência de antes e tenho de implorar que me bata e me foda. Só em pensar que em breve ele, com aquela tremedeira que o domina a todo estante, virá a óbito, fico apavorada.

Ter de voltar ao “livre-arbítrio”, de ter de escolher em função da minha própria vontade a resolução dos problemas do dia a dia, me assusta sobremaneira.

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