AS "SANTAS"

São mulheres vivendo os seus sonhos. Muitas acreditam em fadas, gnomos, príncipes, princesas e amores de outro mundo. Não. Elas não são loucas, nem doidas e nem pirada. Elas simplesmente desejam viver com prazer.

Arquivar 6 de julho de 2020

NOVO LIVRO

Caminhais em direção da solidão?? Eu, não, eu escrevo livros. PRÓLOGO Eu, Ana, ai de mim, sou uma mulher entediada. A vida me pesa, não há nada que me interesse e não encontro sentido na existência. Tenho a alma envelhecida, sinto-me um trapo, um lixo, estou ressecando. Vivo no tédio enquanto as horas vão limando os dias e os dias vão roendo os anos. Vivo como morta nesta vida não vivida e a vida, a minha vida, vai-me escorrendo por entre os dedos. Nunca pensei que este vazio podia ser tão fatigante. Passo horas e horas sem ter o que…

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PACIENTE 6720.C

TERCEIRA CONSULTA Quando acordei, senti como se minha cabeça estivesse partida em duas, levei a mão e percebi uma faixa em torno de minha testa. Tinha me machucado muito mais do que pensei e o homem me fez aquele curativo. Estava deitada, ainda sem roupas, em uma cama larga e macia e num quarto guarnecido com móveis que demonstravam bom gosto e com a luz do dia filtrada por uma janelona com belas cortinas. Não vi o homem. Fiquei intrigada por estar ali, usufruindo de um inesperado conforto. Fiquei deitada, sem coragem para me levantar e aproveitando a suavidade do…

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PACIENTE 6720.B

SEGUNDA CONSULTA Despertei com os gritos de Zenaide. Ela acordou alguns minutos antes e se debatia em desespero. Então com o mesmo desespero de minha amiga abri o berreiro. Estávamos ambas deitada nuas numa grande cama de casal, com os punhos e os tornozelos presos por algemas as extremidades do leito de forma que nossas coxas ficassem bastante afastadas e assim expondo nossas genitálias de uma forma obscena. Isso nós vimos por um enorme espelho retangular suspenso por cabos ao teto, pouco acima da gente. O quarto era amplo e bastante iluminado. Sabíamos que o homem tinha nos sequestrados e…

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PACIENTE 6720.A

PRIMEIRA CONSULTA Vinte e dois de dezembro de 2019, já se passaram dezoito anos, e eu tinha apenas quinze, mas ainda consigo me lembrar de como era minha vida, quando eu era uma adolescente livre, sem dono, ainda que tenha de fazer um grande esforço de memória; pois prefiro olvidar aquele modo horrível de levar a vida. Confesso que nada se compara com os momentos de felicidade plena que vivo hoje, tendo um amo, um senhor, dono de minha alma e de meu corpo e ser escrava dele, para mim, é o melhor evento que poderia acontecer comigo. Não necessitar…

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