EM RESPOSTA A INÚMERAS PERGUNTAS SOBRE AS EDIÇÕES DE FOTOS NOS ENVIADAS POR LEITORAS.

Essa vulnerabilidade muitas vezes tem consequências perigosas. Um corpo nu exposto (e a vergonha muitas vezes ligada a ele na sociedade atual) pode prejudicar ligações profissionais, relacionamentos pessoais e laços familiares. “Existem vários relatos de garotas que cometeram suicídio quando sua selfie nua circulou. A vergonha que acompanha isso; como envergonhamos as pessoas por causa de seus corpos nus… É realmente uma coisa estranha.”

Esse tipo particular de imagem, tão comum e, no entanto, tão precário, serviu de inspiração para mim. “Foi quando eu tive a ideia de começar a solicitar as imagens e, então, colocar no sit. 

O site com mais de 40.000 nudes não contém vestígios de ironia ou consciência pessoal. Pois todas tem conhecimento prévio das origens do site, ela veria apenas uma série interminável de mulheres comuns — algumas de lingerie ou nuas — segurando seus celulares diante dos corpos em pose para tirar a foto perfeita. Somente com uma análise mais acurada a pessoa começa a perceber que todos os rostos dessas estranhas despidas parecem conhecidos. Enquanto muitas parecem aceitavelmente realistas.

“Quando comecei a imaginar o futuro do sits, pensei que estamos dizendo a essas pessoas para cortarem fora suas cabeças, para se decapitarem, porque elas serão traídas. No futuro esse conselho poderá se transformar em: ‘se você vai mandar para alguém uma foto de si mesma nua, talvez tenha de considerar enviar um monte de corpos’ — dessa maneira a autenticidade já é abordada como uma questão. Ou aplicar Photoshop no corpo de certas maneiras, distorcendo-o para que não seja realmente você. A autenticidade importa na identidade? É isso que eu acho mais interessante.”

Os 40.000 nus do sit dissecam as propriedades e os efeitos bizarros da selfie de nudez, sem oferecer qualquer moral ou conclusão final. Em vez de censurar (ou elogiar) a cultura da selfie, podemos revelar as leis incríveis que construímos para proteger nossas identidades enquanto nos expomos.

IGOR HUNSAKER

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