AS "SANTAS"

São mulheres vivendo os seus sonhos. Muitas acreditam em fadas, gnomos, príncipes, princesas e amores de outro mundo. Não. Elas não são loucas, nem doidas e nem pirada. Elas simplesmente desejam viver com prazer.

Com jeitinho a gente se encaixa!

Como estou meio “atento” essa semana, aos pedidos e comentários, aí vai mais uma dica em respostas as…

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No sexo com cadeirante explico que é importante ter muitas espumas e travesseiros na cama, pois auxiliam na estabilidade e posições.

Na única posição tradicional um encosto triangular de espuma facilitará, no qual se encosta para que a parceira venha por cima. Essa posição é muito boa pois proporciona olhos nos olhos, muito contato e visão da penetração se a mulher se afasta.
Uma variação que gosto dessa posição é quando a mulher vira de costas para o parceiro, e ela fica praticamente de quatro. Além de estimular mais o pênis, forçando-o para baixo, essa posição permite carícias, apertões e outros, e uma bela visão. Para quem curtia a posição de quatro, é a mais próxima que conheço.

A outra dica é para melhorar o sexo oral, com auxílio de almofadas também, de forma que a mulher fique confortável e o homem faça menos esforço do que se estivesse deitado. Uma variação desta posição que sugiro é deitado mesmo, utilizando o triângulo por baixo do homem e um travesseiro embaixo da nadegas da mulher.

Ainda tem outra posição que funciona: a mulher deitada de bruços com as pernas esticadas, e o homem vira por cima dela, que abra as pernas para permitir a penetração. E um pouco mais trabalhosa e exige um pouco de esforço, mas funciona e é uma boa variação. Só não rola quando o homem é muito pesado, ou muito grande. Aí a mulher tem dois prazeres, quando goza e quando o cara sai de cima… 

O segundo dica é sobre posições para mulheres com lesão medular:

Também utilizando espumas e travesseiros, demonstra uma maior variedade de posições que a mulher pode adotar com conforto. Quando está por cima, consegue maior controle corporal e da penetração se apoiando na cabeceira da cama para puxar e empurrar o corpo. A força do parceiro ajuda, já que ele pode puxar e empurrar ela fazendo o famoso movimento de vai e vem. Em seguida fazer  subir no namorado e dar início à posição.

A posição seguinte é ela por baixo, e para facilitar a penetração, ela joga as pernas para trás esticadas. Dessa forma o parceiro tem mais liberdade de movimento, não precisa segurar as pernas dela abertas.

A importância dos travesseiros e espumas, e não esquecer  uma coisa interessante: a utilização de velcros para sustentar o corpo e minimizar o esforço. Creio que isso é especialmente importante para tetraplégicos.
Outra posição é uma variação da posição “cachorrinho”, utilizando as almofadas para apoiar o corpo.

 Quem gosta da posição é porque tem muita dor nas costas, considero essa a mais confortável para quem tem este tipo de problema.

A última posição é deitada sobre as espumas, com a perna para cima também, como na primeira posição.

Mais confortável do que a primeira porque deixa as costas arqueadas. Convenhamos que essa pobtura é bem flexível, o que ajuda na  hora do “malabarismo”.

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Outra dica fundamental é esvaziar a bexiga antes do sexo.

Como não temos controle, é possível algum  “vazamento”, e para isso é importante ter capas impermeáveis sob o lençol. Mas isso acho básico, todo cadeirante com lesão acaba passando por isso, então a capa deve fazer parte da rotina.
Cita também a influência do espasmo durante o sexo, que pode ajudar ou atrapalhar, depende da situação. Geralmente o espasmo estimula, pois é mais movimento, mas se atrapalhar o parceiro, basta tomar remédio anti-espasmo, ou segurar a perna até parar. Ele comenta também que a temperatura do corpo de quem tem lesão varia muito durante o sexo, ficando quente acima da lesão e frio abaixo dela. Fica embaixo do edredom que resolve!
Todas essas opções são excelente na cama, e há ainda as posições na cadeira de rodas.

Bem, agora cumpri uma “promessa de campanha”: fiz praticamente um mini kama sutra de cadeirante! Claro que tem mais, mas o importante mesmo é a criatividade e, claro, o bom humor!

Se já dá para dar risada durante o sexo quando a gente é “normal”, quando não temos controle do corpo, acontecem coisas hilárias…

Experimente!

IGOR HUNSAKER.

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Sou o que sou. Sou incoerente por vezes, sou sonhador sempre, temo o desconhecido sem contudo deixar de arriscar, tenho planos e projetos, construí e ví cair em minha frente castelos. Como um anjo voei aos céus mas longínquos, e como um cometa caí. A queda me machucou, contudo me fez mais forte. Sou falho e impreciso. Simplesmente indefinível, enfim sou apenas um IGOR mas, o IGOR HUNSAKER.

3 Comentários

MARIA Publicado em13:44 - 3 de novembro de 2016

JEITINHO ?????????
Só gostaria de compreender como podemos esperar os homens se manterem como sensuais tendo que educar crianças (filhos) de zero a seis anos – atividade caracterizada como “tipicamente feminina”. Assinalando a opção por uma perspectiva sócio-antropológica e a partir dessa perspectiva, é explicada e conceituada a categoria mulher / mãe / amante dentro da própria casa, e com o mesmo homem.

JOSEFINA Publicado em13:47 - 3 de novembro de 2016

NÃO É SÓ ISTO…
Não basta ser mulher… não basta gostar de sexo…
“Cuidado/educação” é o princípio da excitação na sexualidade de uma mulher deficiente.

CELINA Publicado em13:52 - 3 de novembro de 2016

CUIDADO.
O ser mulher gostosa, palco de transformações ao longo da história, converteu-se numa complexa questão no contexto na mídia do século XXI. Para a mulher deficiente, a condição da sexualidade somente é possível no âmbito de um prazer que emergiu no alvorecer do parceiro. Por tratar-se de uma questão recente, ainda há muito a discutir. Teorias oriundas de outros campos do sexo são somadas às indagações da Psicanálise.
Porem vivida APENAS PELA PRÓPRIA MULHER DEFICIENTE.