A INSONIA DA FELICIDADE…

São cinco da manhã e eu não consigo dormir. E não são preocupações, fantasmas ou as contas do mês que me fizeram perder o sono. Foi o silêncio. Sim, o silêncio das paredes desse quarto, dessa casa e dessa vida sem ouvir o som da sua gargalhada. Sabe, se as palavras fossem balas todos seríamos assassinos. Mas se você tivesse ficado um pouco mais, tivesse confiado um pouco mais… Agora estaríamos nus, acordando juntos talvez. Eu tentaria levantar e você se aninharia no meu peito me impedindo de qualquer tentativa de sair da cama. 

Reflexos da noite passada seria ver o bico do seu seio ouriçado encostado na minha barriga enquanto seus cabelos compridos estão jogados entre o meu peito e meu braço. Seu quadril nu, virado pra cima enquanto sua perna busca refugio nas minhas. Seria ver a luz do dia invadir o quarto sem permissão por estar a janela aberta em consequência do calor pós sexo incrível de ontem a noite. E no fim, conseguir sair da cama quase que como uma missão impossível sem te acordar mas ainda sim querendo muito ficar horas ali olhando aquela cena. Fazer seu café e a temperatura ideal do leite e a quantidade perfeita de manteiga no pão. Te acordar com uma palavra boa. Ver o sorriso simples com o desenho bonito dos seus lábios.

Quando um abraço apertado se encaixa é como se o mundo parasse, é como se a vida acabasse. Porque naquelas momentos meu amor, fomos instantes. E eu nunca penso se amanhã eu vou estar feliz ou não. Mas, o que importa na realidade, é que no meu agora eu estou puramente feliz e na moral? Obrigado por você ser o motivo de tamanha felicidade.

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