Gosto…

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Gosto, 

Dos nervos das minhas mãos…
Das palmas abertas…
Das veias que se cruzam 
Das linhas do coração 
entre as linhas da vida já vivida 
e da morte que se anuncia
(talvez breve…ou não?)
Gosto,
Das rugas que se adivinham…
Das veias arroxeadas 
Onde o sangue ainda corre, 
E que se demarcam… 
Gosto,
Dos meus dedos sensíveis
nem longos nem curtos…
Ah gosto,
Das minhas mãos mais velhas…
Quase engelhadas …
Estou-lhe grato!
Pelas carícias que faz, 
Pelas beijos, pelos gestos…
Por ter tantas vezes segurado 
As pontas do meu corpo,
E os nós das encruzilhadas …
E de se unirem em tesão 
Ou aflitas, em desejos… 
Em gratidão,
Sempre ávida de Amor 
Em reverência à Vida e à satisfação…
Ao papel e à escrita… 
E às Palavras como estas…
Que me salvam da solidão…

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