Tudo aconteceu por volta das 9 da manhã e estou muito confusa.

PACIENTE 131119.2

Entrei aqui para relatar que fui violentada hoje cedo pelo pai do meu noivo. Meu nome é Jéssica, tenho 18 anos e 3 meses e meu noivo chama-se Leonardo, 21. O meu sogro chama-se Roberto e é um senhor de 54 anos.

Tudo aconteceu por volta das 9 da manhã e estou muito confusa. Estou com muito medo dos meus pais descobrirem e também do meu noivo. O meu pai pode fazer alguma besteira com ele e o meu noivo, nem imagino como reagiria e nem sei se acreditaria em mim.

Eu fui até a casa do meu sogro, que fica em um sítio, para falar com meu noivo (moram apenas os dois lá) mas ele não estava. Meu sogro me deixou entrar e disse que meu noivo tinha ido até à cidade para resolver um assunto. Fiquei lá conversando com meu sogro quando do nada ele me agarrou e começou a tentar me beijar à força.

Como a casa é muito afastada de qualquer outra residência por mais que eu gritasse ninguém me ouvia. Eu sou uma garota pequena e meu sogro é um homem forte e grande e assim conseguiu me dominar facilmente. Tentei ficar calma e conversar com ele para que não fizesse aquilo porque eu ia casar com seu filho e também porque era virgem e seria o filho dele o meu primeiro homem.

Sem se preocupar com o que eu disse, meu sogro falou que ao saber que eu ainda era virgem, aquilo o deixou com muito mais tesão ainda. Disse também que não entendia como o filho dele ainda não tinha me “estreado”. Nisso eu já estava ficando cansada de tanto lutar contra ele e foi ficando mais fácil dele tirar toda a minha roupa. Ele também tirou sua roupa e me jogou em cima da cama.

Ficou por cima de mim e eu tentei ainda, com toda as forças que me restavam, se esquivar daquele homem enorme em cima de mim. Mas tudo foi em vão. Ele começou a penetrar em mim e a dor foi ficando cada vez mais forte.

Implorei mais uma vez para que ele parasse mas a cada vez que eu implorava ele sentia ainda mais vontade de penetrar em mim. A essa altura minha forças já estavam se esvaindo e eu não conseguia mais lutar.

Tive que me entregar. Ele penetrou em mim, gritei e ele tapou minha boca com sua própria boca. Nisso eu fui tentando mudar meu pensamento para outro lugar, para tentar amenizar o que estava acontecendo mas, não posso mentir, por mais que eu tentasse desviar o foco, eu sabia que ele estava ali me violentando.

Ele sussurrava palavras e frases que muitas delas nem entendi mas algumas delas eram “putinha safada”, gostosinha do papai”, “vc é minha”, “negue que vc está gostando”, “sei que vc está gostando”, “vou te fazer gozar gostoso junto comigo”, “tou te fazendo mulher”, “vc acaba de perder a inocência pro papai aqui”, “que bucetinha quentinha e maravilhosa vc tem” e outras que nem lembro.

Aquilo me fez derramar algumas lágrimas pelos cantos dos olhos e quando ele viu disse “Vc está chorando de prazer, não é putinha gostosa e safada?”. Nesse momento eu nem lutava mais contra o que ele estava fazendo e comecei a sentir uma sensação estranha.

De repente eu comecei a gemer bem alto e ele disse: “Não te disse que vc ia gozar gostoso junto comigo?”. “Espera só um pouquinho que também vou gozar”, continuou ele. Então ele solta um urro tão alto e começou a dizer que estava gozando. Ele gozou e por mais que eu tenha tentado resistir, também gozei como ele disse. O que mais me dói é que ele percebeu que eu gozei com ele.

Eu queria ter escondido dele. Depois que ele me encheu com seu esperma disse para eu vir embora para casa e que jamais contasse para alguém. Não vou contar até porque não quero causar transtorno para o meu noivo, que amo muito, mas sei que meu sogro vai querer continuar me comendo.

Enquanto eu escrevia este relato recebi uma ligação do meu sogro perguntando como eu estava. Eu disse que estou muito brava com ele.

Ele disse que a raiva vai passar e que vai querer me comer de novo na próxima semana. Não sei o que faço. Gostaria que você Dr. ao ler este relato me desse alguma sugestão. Obrigada conto com você.

One Reply to “Tudo aconteceu por volta das 9 da manhã e estou muito confusa.”

  1. INACEITÁVEL
    Depois do estupro, muitas vítimas, por conta da vergonha e do medo, acabam demorando dias e até semanas para procurar atendimento médico adequado, o que não é recomendado.
    A vítima de violência sexual tem de enfrentar uma série de obstáculos: prestar queixa na delegacia, onde, muitas vezes, ouve indiretas de policiais, passar por exames invasivos no Instituto Médico Legal (IML) e ainda ir em busca de atendimento médico. Além das marcas físicas e psicológicas, o estupro traz riscos diretos para a saúde da mulher.
    IGOR HUNSAKER.

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