RELATO PESSOAL 145.

AOS MEUS 20 ANOS…

IRENE

Irene na época devia ter por volta de 40, 42 anos, viúva, a pouco mudara para o apartamento ao lado. Mãe de um casal, o rapaz mais velho e a garota com seus 16 anos, foi também um caso que tivemos. Digo tivemos porque envolveu a mãe com a qual eu já transava então.

No princípio não lhe dei muita bola, não aparentava nada demais como mulher, sempre conversava sobre assuntos sérios, tinha posições conservadoras com as quais meus pais concordavam.

Mas o tempo foi passando, mais de ano que morava ao lado e aos poucos aquela loira falsa, de rosto arredondado, peitos nem tão chamativos e bunda pequena, foi se mostrando mais aberta do que imaginava. Não era sempre, mas fui percebendo um duplo sentido no que falava, havia indiretas não para mim, mas para outros com os quais ela convivia.

Não sei se sentia falta do marido ou se apenas demonstrava que nem tão conservadora assim era. Só que continuava com suas posições recriminando as atitudes modernas dos jovens de então – o que era estranho, mas era assim que era Irene. Duas mulheres de opiniões contrárias vivendo num só corpo.

Pelo menos era visão que passei a ter depois de um tempo.

Por essa época descobri que Irene tinha uma habilidade para cortar cabelos, minha mãe passou a cortar com ela, era cômodo, fácil, não demorou muito e ela se ofereceu para o corte dos cabelos masculinos.

– Não é minha praia, mas se quiserem, também faço.

Aceitamos, não era tão habilidosa quanto os profissionais, demorava mais que o normal, mas a facilidade de mal sair de casa para uma coisa assim fez com que os homens da minha família passassem a utilizar dos seus serviços.

Foi então que comecei a perceber e desejar aquela quarentona. Havia minha namorada, mas ali as coisas no assunto sexo eram mais complicadas, devido a educação conservadora de Fátima havia pouco ou quase nada além de alguns amassos dentro do carro.

Tinha uma vontade reprimida e uma mulher que em determinados momentos pronunciava frases de duplo sentido, cheias de possibilidades. Não era casada, não parecia gostosa – não despertava um desejo forte, um tesão. Porém acendeu-se uma chama de ver o que ela faria na cama.

Ficou nisso uns tempos, claro não tinha coragem de chegar numa mulher assim, ainda que tenha começado a me masturbar pensando nela, haviam outras, mas ela foi ocupando espaço no mundo solitário e pervertido dos meus instintos.

Imagino que o mesmo se dê com as mulheres, ou não?

Numa sexta-feira quando ia ao encontro de Fátima, ao abrir a porta do apartamento dou de cara com dona Irene. Estava num vestido azul vivo que lhe definia o corpo, pela primeira vez lhe vi as pernas torneadas. Era tipo de mulher que se transforma completamente mesmo sem um banho de loja. Bastou arrumar o penteado e usar uma roupa mais chamativa, ficou interessante porque não sensual.

– Oi!

– Olá

– Vai para onde? Vai encontrar com a namorada?

– Sim, vamos a um cinema.

Vamos descendo escadas nessa conversa social. Desço admirando seu jeito ainda que com cuidado para não dar na cara. Quando ela me pergunta se…

– …importa de me deixar no meio do caminho, vai para o Boa Vista, não é?

– Sim, porque?

– Estou atrasada, fiquei sem carro o Beto (filho dela) foi para a faculdade.

– Sem problema levo a senhora.

Dirijo prestando atenção ao trânsito e também nas coxas de Irene, ainda que na escuridão do carro eu mais imaginava do que lhe via as pernas. Certa hora ao passar a marchar a mão vai de encontro as coxas… Foi sem querer juro, ou não? Fato é que vejo no seu rosto um sorriso de quem entendeu um recado.

Ao parar num sinal, fico com a mão sobre o câmbio e foi então que sem dizer uma palavra ela coloca a mão sobre a minha. Meu coração dispara, não esperava tal reação assim tão descarada, ainda mais quando ia encontrar Fátima. Sorrimos, cruzamos os dedos sobre o câmbio até o momento que o sinal verde aparece, não faltava muito para chegar na rua onde dona Irene ia ficar.

Paro o carro, ela abre a porta:

– Obrigada IGOR.

– As ordens.

Ela olha de relance e me beija a face. Não dizemos nada, o gesto dizia tudo.

Com ela nem sempre era possível uma conversa sem testemunhas, por isso ficamos sem falar ou mostrar o que queriamos. Pouco nos vimos também. Porém…

Dias depois surge a oportunidade, coincidência ou não, lá estava ela a sair de casa e eu também só que agora ia ver um filme, era início da noite de um sábado. Estava brigado com Fátima por isso saia sozinho. Mais uma vez chamativa Irene, usava um conjunto vermelho vivo, justo, como o do outro dia.

– Saindo?

– Vou num cinema.

– Vai com a namorada?

– Vou sozinho.

– Brigaram?

Balanço a cabeça e ela sorri.

– Quer carona dona Irene?

Ainda falava assim com ela.

– Quero estou de novo sem carro, me deixa no caminho?

Penso antes de falar vem à memória a noite no carro. Tento controlar o carinho que passei a ter por ela, sinto um agito no meio das minhas pernas, sem meu controle.

– Com certeza.

Dirijo tentando não dar na cara, falo de outros assuntos, mas ela insiste em falar do meu relacionamento com Fátima, da sorte por tê-la como namorada. Que preciso ser cuidadoso com a dignidade e a decência da garota. Vou ouvindo aquilo dirigindo para o local que ela me indicou e quando chego achando que a conversa acabava ali, sou surpreendido por uma pergunta inesperada:

– Vai mesmo ao cinema? Certeza?

– Sim, porque?

– Não prefere uma companhia a ficar sozinho uma sala de cinema?

– Sim, mas briguei com ela não vou chama-la, hoje não.

– Então…

Fala se ajeitando no banco do carro…

– …então porque não me convida?

– Onde, onde a senhora quer ir?

Abro a porta, Irene entra com um olhar curioso.

– Faz tempo que não venho aqui. Vim quando meu marido era vivo.

– Vinha muito com ele?

– Quem disse que era só com ele?

Ela ri do que fala, faz um trejeito meio sacana com a cabeça e senta na cama redonda cruzando as pernas, admirei as pernas agora são os joelhos que se destacam.

– Me serve uma bebida. Vê se tem vodka.

Examino e encontro uma garrafa, encho um copo.

– Põe gelo, pena que não tem limão.

Entrego ela bebe num gole metade do copo.

– Toma também. É bom pra relaxar.

Ela se recosta colocando os cotovelos sobre a cama.

– Tira meus sapatos por favor.

Ajoelho a sua frente, seguro o tornozelo e tiro um sapato. Ela passa o dedão e o peito do pé no meu rosto, sinto meu pinto adquirir vida.

– Serve mais, quero uma noite louca, não quero lembrar de nada.

Busco a garrafa completo o que falta… ela bebe quase tudo… Bebo do mesmo copo o pouco que resta. Seus olhos estão cada vez mais brilhantes e a protuberância na minha cintura não se esconde mais.

Sacana ela estende a mão e aperta a elevação no meio das minhas pernas.

– Gosto assim, lindo… ver um homem assim. Ainda mais você.

Desce a mão pela coxa.

– Vem… tira minha calcinha.

Ajoelho fico de frente, ela ainda apoiada na cama pelos cotovelos, a saia justa atrapalha, mas ela ajuda puxando a roupa para que as mãos possam entrar e conhecer a carne macia das suas coxas, abre mais e as mãos vão se afundando nesse mundo novo que são suas pernas.

Chego a calcinha percebo pelo toque que é rendada e mínima. Aperto sua cintura com as duas mãos, ela solta um leve gemido, um esgar…

– Você, você não pode fazer isso com ela…

Faço cara de quem não entende.

– Fátima…, com ela você não pode.

Percorro com a palma da mão a extensão da calcinha, chego aos pelos sinto alguns perceptíveis ao tato, misturados com o tecido rendado e o calor que começa a brotar…

– Ela é virgem não é?

– Sim.

– Você precisa respeitar…

…sua fala é chorosa, arrastada, isso dá mais tesão. Sinto o pau crescer mais dentro das calças incomoda, mas isso aumenta a vontade.

– Os homens precisam, a gente sabe, mas não com quem se vai casar, viu?

Desço a mão entre suas pernas passeio os dedos num fio grosso que vai ficando a calcinha rendada preta de Irene, sinto a úmida que brota.

– Porque?

– Porque a mulher, a menina deve se preservar para o casamento.

– As coisas mudaram, os tempos são outros.

– Mas não pode! Precisa respeitar ela, precisa… Aahhnn!!…

Afasto o fio da calcinha e começo a enfiar meus dedos no meio da xana da minha vizinha antiquada, abusado vou tateando sua intimidade.

– Aahh!!… respeitar ooos pais da moça.

– Não transamos, mas já rolou um clima.

– Tocou? Bolinou a menina?

Faço um sim e meus dedos se lambuzam na buceta molhada e quente de Irene.

– Não pode.

– E como faz então?

– Faz com outra, tem tantas…

Ela puxa definitivamente a saia até a cintura, deita por completo na cama seus olhos estão no teto espelhado do quarto, removo a calcinha preta.

– Você pode escolher… tem tantas dispostas por aí…

Habilidosa ela vira o suficiente para abrir o zíper. Puxo com força a saia, exponho dona Irene, é bela a visão do seu corpo nu. Admiro sua buceta, escondo os dedos nos seus pelos, ela empina o corpo…

– Não gosto de fazer com qualquer uma, prefiro… prefiro conhecer a pessoa. Ainda mais nos tempos de hoje, essas doenças todas… a Aids.

Ela ri, sua mão encontra a minha no meio da buceta, entrelaçamos os dedos junto com seus pelos, ela me guia em direção a entrada da xana carnuda.

– Assim não sobram tantas…

– Pois é e como faço? Preciso encontrar quem me ajude.

– Quem sabe alguém mais discreta que saiba ‘aliviar’ um homem.

Meus dedos se afundam, a buceta molhada facilita minha ação começo a massagear por dentro, conhecendo seu íntimo. Sua mão busca a minha que agora lhe aperta a cintura.

– Aannnhh!!! Aannhh!!

Ela tampa a boca com a outra mão, para abafar o gemido, enfio dois dedos e faço um movimento de vem cá massageando na busca do seu prazer. Ela ergue as pernas abertas, fica com os joelhos na altura do meu peito, depois cruza nas minhas costas, me abraça com as pernas.

Seu gemer aumenta.

– Uunnhhh!! Uuunnnnhhh!!!

As mãos se fecham agarrando o cetim do lençol da cama.

– Me come, por favor não faz isso comigo, me come.

Ela ri, ela chora… balança a cabeça como louca ainda segurando o lençol.

– Me fode, Aannhh…, antes que eu…

Paro, em desespero abaixo como posso as calças e entro… enfio tudo, todo no fundo dessa louca – mexo o corpo com força estocando dona Irene.

– Uunnhhhhh!!!…. Uuunnhhhh!!!…. UUUuuunnnhhhh!!!

Geme alto, grita alto…

– Seu fudido gostoso, safado é isso que precisa, faz comigo só comigo….

Melhoro minha posição e seguro Irene pelas ancas, metade do seu corpo está no ar, nossos corpos se trombam, fazendo um barulho surdo… seco… rítmico…

– AAAnnhh!!! AAAAnnnhhhh!!! AAAnnnhhhh!!!

Espirro, ejaculo, goozzzo dentro da buceta, doce.. quente dessa mulher recatada.

– Seu puto, não me esperou… gozou antes de mim…

Deito de lado e vejo que ela trabalha com os dedos frenéticos que abrem e entram nas peles e pelos da xana – bate… bate desavergonhadamente a siririca na minha frente, me olhando nos olhos.

Seus movimentos vão ficando frenéticos, loucos – ela geme, funga, chama:

– Me beija… me chupa…

Fala isso chorosa, faço enfio minha língua e sinto o tesão e a tensão que ela está falta muito pouco, parece que vai explodir como um vulcão… seus dedos loucos trabalham a xota, a xana – ela uuurrraa, beeerrrra, xiinngga dentro da minha boca…

Descolamos…,

Deita sua cabeça no meu ombro respirando ofegante… suada… molhada…

– Faz tempo que não faço assim.

– Nunca fiz assim.

– Quando precisar me chama, quem sabe de vez em quando a gente se encontra, e assim você preserva a Fátima.

Não sei porque tanta preocupação com Fá, mas com certeza com ela não faria isso, não agora, concordo com a cabeça.

– Ai, nossa…

Se ajeita sentando na cama.

– …preciso de um banho.

Ainda fizemos mais uma vez naquela noite, o tempo voa mais que o esperado, mas a partir dali dona Irene, quer dizer Irene se tornou uma fonte de ‘alivio’ pra mim. Acho que fui o mesmo pra ela.

Isso não mudou o comportamento e as falas dessa devassa recatada que era Irene a vizinha.

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