AS "SANTAS"

São mulheres vivendo os seus sonhos. Muitas acreditam em fadas, gnomos, príncipes, princesas e amores de outro mundo. Não. Elas não são loucas, nem doidas e nem pirada. Elas simplesmente desejam viver com prazer.

Lê, quem você quer primeiro?

Lê, quem você quer primeiro?

PACIENTE 27821.1.2

Preocupada com meu casamento de doze anos gosto a brincar de me exibir em locais públicos, com vestidos curtos que eu sentada, ¨sem querer¨, deixava subir mostrando as coxas torneadas. Saias justas marcando bem o bumbum fato e redondo. Ou sem sutiã, com blusas decotadas transparecendo seios opulentos, apenas para notarmos olhares cobiçosos de outros homens. Sei que isso excita Alex, meu marido e confesso, faz bem para meu ego.
   Até hoje, só três homens me possuíram. Foi difícil processar isso na minha mente, para uma esposa até então fiel, dona de casa mãe de dois filhos.
    Na cama, a coisa está quente como nos primeiros anos de matrimônio. Alex me possui com muito desejo, especialmente quando me faz repetir as vezes que transei com outros. É notório que anseia por novas aventura, desta vez um menage, já que nunca me viu nos braços de outro. Sempre pergunta quem foi mais gostoso, ele ou os outros. E é claro, sempre digo que ele é o mais gostoso, já que amo meu marido.
    Pergunta do tamanho do falo deles, do comprimento, da grossura, do que eu senti tendo eles dentro de mim. Se eu gostei mais de dar para Gui, meu primo ou o Tomás, o do programa. Com qual deles eu gostaria de transar novamente. Sempre descarto o primo por ser da família e preferia o Tomás por ser um desconhecido. Como eu tenho seu número, Alex vive insistindo para eu ligar para ele.
    Assim, o foco das suas fantasias se concentrou no Tomás. O que eu não sabia é que meu marido acabou mandando mensagem a ele, anexando minha foto, relembrando do programa. Nem suspeitei quando num domingo, Alex aproveitou que nossos filhos estavam na casa dos avós, mandou me produzir, escolhendo um vestido justo e sensual, saltos altos. Ao sairmos de carro, pensei que seria mais uma aventura exibicionista. A ficha caiu quando na estação de Santo André, quem nos esperava? Sim, ele mesmo, o Tomás! Cujo verdadeiro nome nem era esse.
    No carro, meu marido contou que sabia de tudo. Que desta vez, já que eu não era garota de programa e tudo tinha sido apenas realização de uma fantasia. Tomás ouvia incrédulo no banco de trás, eu mais ainda, morrendo de vergonha. Alex chegou a pedir que Tomás mostrasse o cartão de doador habitual de sangue, coisa que meu esposo também faz e conhece toda rotina de segurança adotada. Deu vontade de brigar com Alex e acabar com tudo aquilo. Porém, seu jeito excitado, ar de menino aprontando arte, me fez deixar para lá.
    Logo estávamos na rua Oratório, zona de motéis. Para entrar, Tomás ficou abaixado atrás, se ocultando da vista da recepcionista na janelinha. Cortina da garagem abaixada, eu fiquei no carro, querendo antes conversar a sós com meu marido sobre tudo aquilo. Eles já estavam fora do veículo quando Alex disse:
    – Então, Lê, você vem?
    – Espera um pouco, amor, precisamos conversar antes.
    – Conversar sobre o que?
    – Tudo! A gente não combinou nada disso.
    – Olha, Lê, você não disse que tinha gostado de dar pro Tomás? Que com ele dava até pra repetir? Então, eu mandei mensagem. Só não disse que era o marido. Você sabe que eu queria estar junto vendo você metendo com outro. De ver o cara gozando e te enchendo de porra.
    – Mas aqui na nossa cidade?
    – Ele é casado e também quer sigilo, Lê! Já vim direto pro motel pra não dar bandeira. Fica fria que está tudo bem!
    Alex me empurrou para dentro do quarto. Tomás veio atrás, com cara de preocupado. Meu marido mandou ele ligar a TV, enquanto foi no frigobar. Pegou um refri zero para mim, perguntando ao Tomás o que ele queria beber. Aceitou também um refri e Alex foi na cerveja.
    Estava um clima chato e para disfarçar, a gente ficou sentados na cama, assistindo um filme pornô onde uma loira gemia embaixo de um mulato. Logo Alex já visivelmente excitado, veio me beijando, tirando meu vestido. Eu parada, sem nenhuma disposição em ajudá-lo a me despir. Com muito trabalho tirou o sutiã e abaixou a calcinha. Eu só de sandália salto alto, com Alex se desnudando rapidamente. Então perguntou:
    – Lê, quem você quer primeiro?
    Meio desnorteada com a situação, nem conseguia raciocinar direito. Como assim primeiro? Naquela hora, a realidade um segundo me possuir estava difícil de processar na cabeça. Olhei assustada Tomás que também estava com ar abobalhado. Como não respondi, meu marido caiu de boca na minha perseguida, começando um oral com vontade. Mesmo assim, demorou um tempo para meu corpo reagir. Aos poucos, ondar de prazer tomaram conta de mim.
    Alex me penetrou, passando a meter com desejo. Enquanto socava, falar com Tomás:
    – Que boceta apertada minha mulher tem! Você sentiu isso também quando meteu nela? Ela é gostosa, não achou? Ela gostou do teu pau também, cara! Está doidinha pra te dar de novo! Gostosa demais, ela! Fala que não! É ou não é? Cacete, estou quase gozando!
    Nem olhei para Tomas, mas, imagino que ele concordava com tudo. Senti que Alex terminou rapidinha quando eu me aproximava do orgasmo. Meu marido saiu de mim e mandou Tomás tirar as roupas. Eu ali deitada de costas na cama, pernas abertas, gala escorrendo pela bocetinha e nessa hora, já não ligando para nada. Foi estranho ver meu marido ali de pé com o pinto meio mole, todo melado e Tomás com o seu ereto, duro, pronto para me foder.
    De forma respeitosa ele veio para cima de mim, esfregando a ponta na entrada lambuzada. Começou me penetrar e eu passiva, só deixando acontecer. Nem deu para diferença de espessura, tamanha lubrificação. Só sentia seu avanço em minhas carnes, de um jeito diferente do meu marido. Seu jeito de pegar, empurrar, tirar e socar, tudo me lembrava que eu estava me entregando para outro. E na frente do meu esposo, que a tudo assistia!
    Logo esqueci de tudo. De estar embaixo de um amante. Suas estocadas causavam prazer e não pude conter gemidos, a princípio tímidos. Ele aumentou o ritmo passando a arfar, nas esfoladas que sua vara causava nas paredes da xana. Devo admitir que era esquisito, mas, estava gostoso. Muito gostoso! O orgasmo veio e provocou um turbilhão de sensações. Fiquei imóvel, enquanto Tomás continuava metendo com tesão. Quis me beijar e eu não só deixei, como retribui. Quando passei a rebolar o quadril, ele meteu fundo e gozou, com os lábios colados nos meus. Tive a impressão de sentir seu pau pulsando, soltando jatos de sêmen, inundando minha xaninha.
    Ficamos ali parados, ele com o corpo jogado sobre mim. Me beijando sem parar. As mãos acariciando e eu, caindo na realidade daquela loucura. Meu marido foi ao banheiro, nos deixando apreciar aquele momento de satisfação mútua. Com respiração normalizada, Tomás deitou ao meu lado e disse:
    – Você é incrível! Muito obrigado mesmo! Você nem sabe como gostoso!
    Mais relaxada, me limitei a sorrir. Ficamos assim certo tempo, tocando o corpo um do outro. Ele beijava meus seios, mordiscando os biquinhos. Estávamos nos provocando. Peguei no seu tarugo, num movimento de vai e vem. Para mim, sempre foi curioso ver como a coisa cresce e endurece ao ser manipulada. Ele com a mão no meu grelho e eu lá, nos masturbando entre beijos molhados.
    A coisa cresceu ficando rija. Desta vez fui por cima, cavalgando como uma amazona. Gosto muito de transar assim, que me dá controle de como fazer a masculinidade do parceiro cutucar zonas que me dá mais prazer. Indo para frente ou para trás, para cima e para baixo, determinando o ritmo e profundidade. Nisso Alex voltou e encostou sua vara na minha boca. Passei a chupá-lo com o mastro de Tomás enterrado em mim.
    Era meio incômodo controlar a transar por cima e dar atenção ao meu marido. Ainda bem que ele se afastou, o que me permitiu concentrar em Tomás. Não demorou para eu saber porque. Senti algo úmido no anelzinho do cu. Nem precisei olhar para ver que Alex estava lubrificando com gel. Com o dedo empurrava dentro e tive de parar de me mexer. Meu marido me fez tombar para cima do Tomás, empinando a bunda.
    Eu ia se duplamente penetrada! Coisa que cansamos de ver em filmes, porém, nem podia imaginar qual seria a sensação. Logo a rola de Alex estava entrando no buraquinho de trás, causando dorzinha ao esticar as pregas. Acabei soltando um ¨Ái¨, seguido de ¨uf uf¨. à medida que ele avançava, dilatando as paredes do meu cuzinho. Eu forçando para expulsar o invasor que ia entrando mais e mais.
    Parecia que os dois ocupavam o mesmo buraco. Eu não conseguia distinguir um do outro, apenas a dorzinha e sensação de estar preenchida como nunca havia sentido. Tudo isso percebi no breve hiato que ficamos os três parados. Eu com o amante enterrado na frente e meu marido cravado atrás. Alex foi o primeiro a se mexer. Metendo forte, o que causou dor e tive d pedir para ir mais devagar. Tomás também socava de baixo para cima.
    Ora um escapava, ora outro. Demorou até acertamos a concatenação, de forma que eu ficasse firmemente empalada pelos dois. Eu um prazer bem mais marcante de tudo que havia sentido até então. Parecia que tinha um só orifício embaixo, com dois machos usufruindo ao mesmo tempo. Acabei tendo outro orgasmo, forte, intenso. Lá embaixo tudo piscou! Gritei nessa hora. Acabei toda mole, com o corpo balançando ao ritmo das metidas dos dois.
    Ambos gemendo, falando palavrões que estava gostoso demais! Eu me recompondo, agora sentindo bem cada mexida deles dentro de mim. Ensanduichada e entregue. Meu marido empurrou fundo no meu cu, gozando sem parar. Suas mãos crispadas em volta das minhas ancas, como tentando não deixar que eu fugisse. Nessa hora percebi que Tomás tinha gozado também. Ele estava parado, com o baixo ventre elevado, a coisa tocando na entrada do meu útero.
    Fui ao banheiro me lavar, sentindo nessa hora dor e ardência no cuzinho. Vazando gala na frente e atrás. Ao me lavar, tentei tirar com o dedo o excesso de sêmen que descia. Era tanta que tive de colocar um chumaço de papel higiênico para não manchar a calcinha.
    Deixamos Tomás na estação, após meu marido dizer que nos veríamos mais vezes. Indo para casa, falei da minha preocupação maior:
    – Amor, o Tomás gozou dentro! E foi duas vezes! A gente devia ter usado camisinha!
    – Tudo bem, Lê. Quando ele meteu na primeira vez, até pensei nisso. Mas não tem problema. Ele é doador de sangue como eu, além de casado. O risco é pequeno, viu?
    – O problema não é esse, amor. Eu não tenho tomado pílulas. Agora vamos ter que comprar a pílula do dia seguinte.
    – Tá bom, Lê. Você manda, você manda…

hunsaker

Sou o que sou. Sou incoerente por vezes, sou sonhador sempre, temo o desconhecido sem contudo deixar de arriscar, tenho planos e projetos, construí e ví cair em minha frente castelos. Como um anjo voei aos céus mas longínquos, e como um cometa caí. A queda me machucou, contudo me fez mais forte. Sou falho e impreciso. Simplesmente indefinível, enfim sou apenas um IGOR mas, o IGOR HUNSAKER.