SANTAS…

Sem julgar, nem invejar, nem criticar. Sem desejar o que a outra tem ou deixa de ter! Sem as frases “olha é a vida” ou “todos passam pelo mesmo”.

Sem as dualidades: de ser boa ou má, santa ou vadia. Sem tentar ver a culpa na outra, sem procurar o ódio de mundo e sociedade patriarcal. Sem divisão de menina, mulher, mãe, esposa! És única, és total, és suficientemente! És MULHER. És a mesma partícula que todas são – partícula de um Todo. 

Resgatar a nossa coragem e a força de ajudar e de apoiar, de partilhar a história. Criar a “tenda vermelha” em qualquer ocasião, em todas as oportunidades! Não é amar o homem que te salva, não é para servir ao homem que tu nasceste, é teres amor próprio, é honrares te a ti própria, é aceitares te! É começar a ouvir o teu corpo, útero, os ovários! É dares voz a ti própria. É deixar o mundo patriarcal, a racionalidade e a lógica de parte! É viver de intuição, da natureza feminina! É sentir que a tua essência, a tua casa é o teu útero. É nessa partilha que estou a falar. De intimidade, de viver sem medo para partilhar as dúvidas e questões. Sem tabus. Entender e sentir que é na partilha existe a vossa força.

Cada uma de vós está a viver o seu próprio caminho, precisam lembrar sempre disso e ser por isso mesmo ainda mais bondosa e generosa para com a outra. Vivam tão esquecidas de quem são que deixam de ver e olhar para outra mulher com o coração, em vez disso usam o dedo indicador.
Fala se muito dos círculos femininos, mas até chegar a isso precisam ainda fazer tanto caminho para dentro de vos mesmas!
Com amor e em amor olha para ti e dentro de ti.
Abraça te. Honra te. Aceita te.

Um abraço com amor e admiração.

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