CAMISA DE FORÇA

DIARIO DE BORDO – O LIVRO

DECIMO SETIMO CAPÍTULO

A pretensão de querer mais é o curso natural da vida e está implícito em todo ser humano. Quando acabaram as minhas pretensões, acabaram também o meu direito de sonhar. E sonhar era o direito que mais tinha.

Podia sonhar até o impossível. Entretanto, em quaisquer tipos de sonhos, realizáveis ou não, não deveria criar grandes expectativas sobre suas concretizações. Aí, pode estar o meu grande erro que pode gerar as minhas frustrações.

Sonhos são sonhos. Uns se tornaram realidade e outros só ficaram em meus sonhos. Outros sonhos bons surgirão e não de realizaram. Lembro-me, nenhum sonho foi maior do que a minha felicidade de viver. Só por viver, valeu a pena, só por viver com duais paixões era a maior vitória de um sonho realizado.

Desde muito tempo que eu fingia não ver e ela (minha namorada) fingia que era uma pessoa fiel e dedicada. Eu também dava as minhas escapadas com um caso com sua mãe e ela nunca soube disso. Vivemos assim por muitos anos, acho que nós dois não nascemos para fidelidade e Maria era ainda mais intensa nesse assunto.

Bom a coisa ficou insustentável quando ela anunciou que tinha mesmo de fazer uma viagem para Joinville no fim de semana. Haveria uma feira lá e ela não podia faltar. Eram costumeiras essas “viagens” e eu nunca me importei. Estava doido para ter uma folga também e assim poder comer sua mãe com mais liberdade. Bem nem tão livre assim. É que justo na sexta-feira quando Maria ia embarcar, eis que me liga Helena, sua mãe deliciosa que já estávamos sem sexo por mais de três semanas.

Não deu certo. Ela ligou alegando um monte de coisas e disse que não ia poder pois seu marido estava gripado e sem trabalhar por atestado médico. Eu não podia acreditar.

Pois é, não obstante as nossas puladas de cerca, o sexo continuava muito quente na nossa relação e eu adorava meter na minha esposa e/ou em sua mãe.

Na segunda-feira, no entanto, ela ligou avisando que havia dado um problema e só ia poder voltar na sexta-feira.

— Sexta-feira? — eu perguntei surpreso — tanto tempo assim? Você disse que não ia participar da feira ia apenas ver a viabilidade.

— Pois é, mas não tem ninguém aqui que possa me substituir então terei de ficar. Agora preciso ir, beijo depois a gente se fala.

“Que merda” pensei eu “uma semana na mão”. Bom, foi o jeito.

Na sexta-feira porém ela me liga de novo, disse que a feira foi um sucesso e que por isso vão comemorar no sábado e ela só voltaria no domingo.

Aí eu já sabia que não tinha nada de feira. Que teria uma história por trás disso tudo e eu ia descobrir. Não ia mais fazer papel de bobo.

No domingo à noite ela chegou. Estava exausta. Não quis saber de sexo. Disse que na segunda-feira me recompensaria.

— Puta que pariu, maria, você fica mais de uma semana fora e quando volta, não quer saber de sexo. O que está acontecendo?

— Ai amor é que estou cansada da viagem e…

— Não é isso! Por que você não abre logo o jogo comigo?

Ela ficou em silêncio por um instante, foi até o closet guardar os brincos e as sandálias e depois entrou no banheiro.

Fui atrás dela.

— Você acha que sou algum otário?

— Igor, por favor estou muito cansada e essa conversa pode ficar pra amanhã não acha?

— Não, não acho não.

— Ou você me conta tudo, ou é melhor passar uns dias na casa da sua mãe.

— O que é isso agora? Está me expulsando da sua casa? Ficou maluco?

— Vai me contar ou não?

— O que você quer saber?

— Tudo, desde o começo, quero que me contes tudo que eu já sei e você sabe que eu sei.

— Ah é — ela estava indignada, mas não tanto quanto eu estava — e você vai me contar todas as suas puladas de cerca também?

— Então você assume que era isso que estavas fazendo em Joinville? Dando para um macho qualquer.

— Você não disse que sabe de tudo então deve saber mesmo e aí eu não preciso contar.

— Você vai contar sim e vai ser agora.

Ela foi para o quarto e eu fui atrás dela. Vendo que não havia escapatória ela sentou-se na cama e me encarou com um olhar que eu jamais havia visto antes. Um olhar de ódio, confesso que fiquei intimidado, mas me acalmei. Sentei na poltrona em frente à ela e falei o que já estava entalado na minha garganta há muito tempo:

— Às vezes a gente precisa de um tempo, às vezes queremos ver outras pessoas e eu sou o namorado mais compreensível do mundo quanto a isso. Só te peço que seja honesta comigo.

Ela serenou o semblante e recostou-se na cabeceira acolchoada da cama.

— Quer saber desde o início mesmo?

— Eu quero saber de tudo.

Então ela começou a falar:

— Bom, tudo começou quando eu soube que você tinha ficado com a Marcela antes de começar a namorar comigo, a princípio me senti traída por vocês dois, ela era a minha melhor amiga e você o príncipe encantado que toda adolescente sonha. Depois veio um sentimento diferente, eu queria me vingar de alguma forma. Não sei porquê, já que eu nem te conhecia quando você ficou com ela. Mas eu tinha que fazer alguma coisa para contrabalancear as minhas ideias. Aí saí com minhas amigas, inclusive Marcela, fomos beber e nos divertir. No barzinho, um amigo do irmão de uma das meninas que estava com a gente começou a dar em cima de mim. Bom eu não podia ficar com ele ali na frente se todo mundo né? E ainda tinha esse desejo de vingança então pedi que ele me esperasse fora do bar que ia lá conversar com ele.

— Disse às minhas amigas que ia embora porque tinha que fazer um trabalho da faculdade no outro dia. Saí do barzinho e me encontrei com Leandro lá fora. Ele nem falou nada e já foi me abraçando e me beijando nem deu tempo de dizer que tinha um namorado. Só disse que era comprometida quando já estávamos dentro do seu carro indo em direção a um motel. Ele foi carinhoso e atencioso, nossa, fiquei louca naquela noite e disse que ia querer repetir tudo em outro dia.

“Ele então me ligou uma semana depois e ficamos nos encontrando sempre às escondidas. Ele tinha uma pegada mais sutil que a sua, me tratava como uma princesa e eu adora me sentir paparicada por ele. Acho que estava apaixonada por vocês dois e não entendia como isso era possível.

“O tempo foi passando e eu fui me acostumando com essa vida dupla, mas chega uma hora que tudo muda e no meu caso isso aconteceu quando conheci Eduardo. Um bancário bem sucedido que conhecemos quando fomos fazer aquela previdência privada lembra dele?

Eu me lembrava vagamente do sujeito, um homem sério, mas com cara de safado. Casado inclusive. Alguém desprezível em suma. Mas veja o que vem adiante:

— Então — ela continuou — quando saímos da agência ele mandou uma mensagem para meu celular. Disse que tinha adorado fazer negócio comigo e que se eu quisesse saber dos detalhes da operação ele estaria disponível no final daquela tarde. Eu disse que não precisava, as explicações que ele havia dado eram suficientes, mas ele insistiu e disse que me pagaria um café de cortesia. Eu fiquei meio dividida, você dirigia compenetrado e eu resolvi topar. Na confeitaria que ele me levou tudo era muito caro e refinado. Havia desde mini docinhos confeitado com amoras ou creme de avelã até sofisticadas tortas de sabor inigualável. Eu desejava comer tudo, mas me contive. Afinal era o nosso primeiro encontro. Eduardo era muito diferentemente de você e de Leandro, queria dar a impressão de que tinha muito dinheiro e passava muita segurança.

“Eu já fui dizendo que não havia ficado nenhuma dúvida, mas ele prontamente disse estaria ali para tudo o que eu precisasse. Senti que ele não estava falando sobre os assuntos do banco e quis testá-lo. ‘Tudo mesmo?’ Perguntei e ele respondeu na lata segurando a minha mão: ‘Tudo’ e completou ‘Não tenha medo, eu sei o que estou fazendo’. Uma hora depois estávamos num motel. Mas como eu disse ele era muito diferente de vocês dois e parecia insaciável, sem ofensas. Jamais imaginei que era possível passar tanto tempo transando. Ele metia como um animal selvagem, penetrava profundamente e me fazia soluçar de prazer. Ele me levava ao meu limite para depois me entregar seu leite quente. Quando o dia amanheceu, ele me levou para faculdade. Eu estava destruída, mas é claro que eu quis outras vezes. Como ele também era casado, eu me sentia à vontade para fazer o que quisesse com ele, pois sentia que estaria segura.

“Agora eram três machos me amando e eu me sentia a própria Cleópatra dando conta de todos eles quase como uma prostituta bem requisitada. Várias foram as vezes que transei no mesmo dia com dois diferentes. Isso me fazia sentir como se eu estivesse flutuando.

“Eduardo foi transferido para uma agência em Joinville e foi nesse tempo que passei a viajar para lá regularmente. Ele sempre tinha uma surpresa pra mim quando eu chegava lá. Ele sabe mesmo como encantar uma mulher como eu. A sua última surpresa foi essa semana. Ao chegar lá, ele me levou até o aeroporto e disse que passaríamos a semana inteira juntos em Angra. Estava tudo pronto, bastava apenas que eu telefonasse para te avisar que só voltaria na sexta-feira. Assim eu fiz e em Angra nós passeamos de lancha, mergulhamos, mas o melhor de tudo ainda estava por vir: ele me levou para um quarto especial na sua casa de praia, tirou toda a minha roupa e começou uma massagem relaxante, ele passava um óleo no meu corpo nu deslizando as suas mãos precisas pelas minhas curvas desde a minha nuca até o pé, tocava a minha bunda com mãos firmes abrindo a passagem de maneira muito sensual e excitante. Eu já estava ensopada, quando ele começou a fazer carinhos na minha boceta. Ele abriu meus grandes lábios e começou a massagear toda a região do meu púbis da buceta até o cu.

Nunca tínhamos feito sexo anal dessa forma, mas eu comecei a sentir algo que jamais havia sentido antes. Ele tirou toda a sua roupa e subiu em cima de mim. Começou a beijar a parte de trás da minha orelha enquanto pressionava a porta de trás. Eu estava louca, havia bebido um pouco e quando ele me perguntou se eu queria sentir algo totalmente novo a minha resposta foi: claro que sim. E ele meteu no meu rabo. Senti algo muito diferente do que estava acostumada, a minha buceta ficou em brasa e quando ele tocava nela eu sentia choques de prazer como nunca antes. Fechei os olhos e pedi que ele metesse mais fundo, eu parecia estar fora de mim. E ele começou a meter com toda a sua virilidade. Sentia seu pau dentro de mim batendo em algo na fundo do meu rabo. Gemia e gritava alto e quanto mais eu gemia, mais forte ele metia até que gozei como uma louca dentro de uma camisa de força.

“Quando tudo terminou, senti um incomodo no pé da barriga e sentia meu cu dilacerado. Saía sangue. Então resolvemos ir num médico para ver se havia acontecido algo mais sério e por isso que não pude vir na sexta-feira como estava combinado.

“O que aconteceu foi que rompeu um vaso que irriga a região e por isso a dor e o sangue. O médico fez uma intervenção simples que controlou a dor e a sangria, mas tive que ficar 48h de observação. Só sai hoje.

Ela tinha um semblante ótimo quando terminou de contar essa história. Eu estava estupefato, suspeitava que ela me traía, mas isso parecia ser muito pior, eu estava namorando uma ninfomaníaca.

— Você sempre me deu o cu — falei indignado — sabia que você gostava mas nunca desta forma.

— Ah amor, você não soube fazer como Eduardo fez. Ele não pediu, conquistou. E eu adorei.

— Isso então foi tudo — afirmei resoluto.

— Não, esses são os que duraram mais, mas houve outros affairs. Agora quero dormir e descansar.

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