Como disse, sempre fui meio quadrada…

PACIENTE 13720.A

Sou casada, tenho 25 anos. Sempre fui moça direita, acima de qualquer suspeita, e por isso sou sem dúvida a prova viva de que até a pessoa mais quadrada do universo pode sair do eixo e fazer uma besteira. Não sou escritora, por isso não esperem muito de Dr. Quero apenas compartilhar algo que aconteceu comigo no começo deste ano e que até hoje não pude contar para ninguém por medo de que minha família e meu marido descobrissem. Mas já não aguentava mais guardar isso só pra mim, então resolvi escrever apenas para ti Igor. Este é o relato de como trai meu marido.

Como disse, sempre fui meio quadrada. Casei aos 21 anos, praticamente virgem. Venho de uma família onde o sexo é um assunto muito restrito e o sexo em si é quase que apenas para procriação – pelo menos aparentemente.

Antes do meu marido, tive apenas dois namorados com quem nunca aconteceu nada além de beijos e, quando muito, algumas carícias mais fortes que logo eu cortava. Sim, eu queria casar virgem. E até hoje, meu marido acha que de fato aconteceu assim, e que a primeira experiência sexual que tive com alguém foi quando ele chupou meus seios e eu peguei no pênis dele 2 meses antes de casarmos. Mas houve uma coisinha antes que talvez seja interessante contar…

Quando rompi com meu primeiro namorado eu tinha 18 anos. Fiquei muito mal na época, porque achava que a gente iria casar. Porém, percebi que ele não tinha responsabilidade pra isso, então decidi acabar com o relacionamento. Rompi, mas sofri horrores. Chorei muito e depois entrei na fase mais porra-loca da minha vida, quando quase joguei tudo pro alto.

Não cheguei a pirar de vez, mas nesse período comecei a me masturbar com alguma frequência (prática que eu sempre condenei e que me fazia sentir muito culpada depois) e cheguei até a ficar com alguns garotos sem compromisso (coisa que eu achava ainda mais errado). Isso não é nada, eu sei, mas para uma garota nerd, de família religiosa como eu, acredite, isso é muita coisa. Tanto que meu marido nem sabe disso.

Apesar de nerd, sempre fui arrumadinha. Sempre gostei de me cuidar, ter o cabelo em dia e as unhas pintadas. Meu rosto também é bonitinho e o meu corpo, apesar de mais cheirinho, sempre chamou atenção dos homens na rua, por eu não ser muito alta e ter seios e bumbum um pouco grandes. Por isso, sempre havia alguém no meu pé, me chamando pra sair ou me cantando.

Foram 3 os garotos com quem fiquei: um vizinho; um cara do meu cursinho e um amigo de um primo meu. Com os dois primeiros, não rolou nada além de alguns beijos e ponto. Contudo, não sei que louca me deu quando aceitei as investidas do Douglas, amigo do meu primo. Com os outros dois, tudo bem, ninguém ia ficar sabendo, mas com esse rapaz, que vivia enfiado na casa dos meus avós junto do meu primo, havia um grande risco dessa história acabar chegando aos ouvidos dos meus pais. Mas esse risco, não sei explicar por que, acabou me excitando.

Douglas era um rapaz alto, negro, tinha uns vinte e poucos anos na época, e vivia dando em cima de mim quando ninguém estava por perto. Ele era negro e eu sempre tive uma certa curiosidade com negros, já que ouvia as meninas no tempo do colégio dizer que tinham um pênis enorme – nessa época, o único pênis que eu havia visto era o do filho da minha prima, um bebê, quando ela trocava suas fraldas.

Certo dia, estávamos todos na piscina da casa dos meus avós quando fui pra dentro de casa resolver uns exercícios do meu cursinho. Entrei na casa, acreditando estar sozinha, mas quando passei pela sala dei de cara justamente com o Douglas e meu primo jogando videogame. Fiquei com vergonha, porque estava só de toalha e biquíni, e fui direto pro quarto da minha prima, onde eu podia ficar só e estudar. Por algum motivo que eu nem sei até hoje qual, resolvi deixar a porta do quarto aberta (nesse tempo, a ideia de homens poderem me espiar e sentir atração por mim me excitava muito, mesmo que procurasse negar isso até para mim mesma). Passado alguns minutos, ele veio falar comigo. Pediu licença e perguntou o que eu estava fazendo.

– Resolvendo uns exercícios do meu curso – respondi.

– Eu estou resolvendo um B.O. no computador do Mateus. Agora ele foi lá pra cima e me deixou aqui com o pepino. Só vim te dar um oi.

– Ok. Oi…

Ele tentou me passar uma cantada e puxar conversa, mas cortei o assunto como sempre fazia e ele voltou pro sofá, pra resolver o problema do notebook. Mas a verdade é que a ideia de estar ali sozinha com um rapaz me tirava do sério. Aquilo era arriscado e excitante demais para uma moça boba como eu. Tanto que não me aguentei e resolvi chamar atenção dele.

Fui até a cozinha para beber água, passando pela sala, desta vez apenas de biquíni, na frente dele. Quando voltei, ele me elogiou e disse que adoraria que eu desse uma chance pra ele. Foi aí que deu no que deu.

– Só se for rápido, tenho medo que alguém veja – respondi.

– Tudo bem.

– Vem.

Chamei ele para o quarto e começamos a nos beijar. Ele era abusado, suas mãos percorriam meu corpo de uma maneira que ninguém antes havia feito. Logo senti seu pênis crescendo colado em mim.

Ah, a minha curiosidade!

Será que era mesmo tão grande? Sim, parecia ser.

Por alguns instantes ele conseguiu tirar um dos meus seios para fora do top e lambeu. Aquilo me deixou louca, mas me desvencilhei. Não podia, era muito pra mim.

Ele pediu para fazer sexo comigo, mas eu disse que não, que era virgem e não queria assim. Ele me respeitou. Nos sentamos na cama e continuamos a nos beijar. E tudo teria acabado bem se não fosse a minha maldita curiosidade…

Enquanto nos beijávamos comecei aos poucos a passar a mão pelo peito dele. Depois pela barriga e, por fim, eu estava acariciando o pênis dele por sobre a calça. Então olhei pra ele e disse:

– Eu nunca vi um pênis de perto. Posso ver o seu? Só ver…

Ele riu e disse que sim. E foi abrindo a braguilha e baixando a cueca, deixando exposto aquele falo negro, enorme e grosseiro na minha frente. Eu tinha medo, minha barriga estava gelada, sentia que a qualquer momento alguém fosse chegar e me pegar ali com aquele rapaz. Mesmo assim, não pude resistir e comecei a passar a mão naquele pênis tão duro. Eu estava molhada demais, excitada demais, louca demais. Sim, era grande. Muito grande. Aquela coisa jamais caberia dentro de mim. Mas essa não era a minha única curiosidade…

Sempre quis saber quanto saia de sêmen quando um homem ejaculava. Sim, eu queria saber. Por isso, comecei a masturbá-lo. Pra cima e pra baixo. Quanto tempo demoraria? Será que sairia muito ou pouco? Será que era líquido ou viscoso? Que sabor teria…? Não, era nojento. Saia urina dessa coisa. Mas era tão…

Quando me dei por mim eu já estava fazendo sexo oral nele. Eu nem sabia como fazer, aquele pênis enorme na minha boca, a ideia de ser proibido, talvez sujo, aquele gosto de coisa errada, me tirava totalmente de mim. Então eu chupei, chupei com força, enquanto ele gemia.

Por fim ele me segurou pelo cabelo e tirou o pênis da minha boca e falou:

– Tira da boca, lindinha, só bate agora, porque estou quase gozando. Se chupar mais vai acabar indo na sua boca.

– Pode ser na minha boca – falei e continuei chupando até que…

Veio. Um monte de esperma quente. Tentei engolir, mas só foi um pouco. O resto caiu no chão, entre os joelhos dele.

Isso aconteceu 2 anos antes de eu conhecer meu marido e ele nunca soube dessa história. No meu interior, sempre tive meio que vergonha desse ocorrido. Não era certo. Era coisa de vagabunda. Mas confesso que ainda é excitante relembrá-lo.

Depois disso, só fui ter experiência desse nível após o casamento.

Apesar de sermos tradicionais diante da sociedade, aproveitamos bem o sexo, pelo menos no começo do casamento. Estar casada era como uma libertação para mim, de toda a repressão de antes. Agora eu podia fazer sexo, então eu aproveitava. Meu marido não era ruim de cama. Pelo contrário, ele tinha fogo e me ensinou muita coisa.

Porém, acabei engravidando muito cedo e isso nos distanciou um pouco, simplesmente porque perdi a libido no primeiro ano após o nascimento do nosso bebê. Pra piorar a situação, meu marido passou a trabalhar em outra cidade; perto da nossa, mas ainda assim numa jornada 4×2, em que ele passa 4 dias lá e só volta pra casa nas duas folgas.

Isso nos desgastou bastante. Ficamos distantes com o tempo. Brigamos muito. Confesso que muito disso foi culpa minha, que, por causa das dificuldades da gravidez e depois do nascimento do nosso filho, associados à ausência do meu esposo, acabei descarregando muitas vezes as minhas frustrações nele.

Isso contribuiu e muito para que o nosso sexo esfriasse. Muitas vezes, ele vinha das folgas e me procurava e eu não queria. Ou então fazia de qualquer jeito só para cumprir meu papel, simplesmente porque eu não tinha vontade alguma. Já não chupava mais ele e nem o provocava antes ou durante o ato. Isso se repetiu até o dia que ele parou de me procurar. Fazia quando eu o procurava. Quando não, ele virava pro lado e dormia. Fui egoísta, eu sei. Creio que não estejam interessados nas minhas auto-repreensões, mas isso é fundamental para entender porque tudo acabou acontecendo como aconteceu.

Claro que com o tempo comecei a ficar bolada, achando que ele pudesse querer arrumar outra. Mas ele é tão conservador que achava isso meio improvável. Porém, passei a vigiá-lo mais e o máximo que consegui perceber foi uma vez ou outra que o peguei em algum site pornográfico e os banhos mais longos que o normal, onde suponho que ele se masturbasse.

Mas até aí tudo bem. Só que com o passar do tempo, minha libido começou a voltar. E isso aos poucos começou a se tornar um problema pra mim…

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *